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Martin Luther King Jr.

BIOGRAFIA CRISTÃ Nº 53: Martin Luther King Júnior (1929-1968), também conhecido como Martin Luther King, ou simplesmente, Luther King, foi um estadunidense Congregacionalista; Pastor Batista; Ativista; e Líder do Movimento dos Direitos Civis Americanos.
"Eu [Jesus] Sou a videira, e vocês são os ramos. Quem está unido Comigo e Eu com ele, esse dá muito fruto porque sem Mim vocês não podem fazer nada." (João 15:5, NTLH, SBB).
"Ora, vocês são o Corpo de Cristo, e cada um de vocês, individualmente, é membro desse corpo. Assim, na igreja, Deus estabeleceu primeiramente apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, mestres; depois os que realizam milagres, os que têm dons de curar, os que têm dom de prestar ajuda, os que têm dons de administração e os que falam diversas línguas. São todos apóstolos? São todos profetas? São todos mestres? Têm todos dons de curar? Falam todos em línguas? Todos interpretam? / Entretanto, busquem com dedicação os melhores dons. Passo agora a mostrar-lhes um caminho ainda mais excelente." (1ª Coríntios 12:27-31, NVI, SBI).
"Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor." (1ª Coríntios 13:13, VRA, SBB).

Martin Luther King
Martin Luther King Jr.
(1929-1968)
Martin Luther King Júnior nasceu no dia 15 de Janeiro de 1929, na capital de Atlanta, no Condado de Fulton, Estado da Geórgia, nos Estados Unidos.

Os seus pais, Martin Luther King e Alberta Williams King, eram Protestantes e professavam as convicções Batistas. O Sr. King foi pioneiro do Movimento dos Direitos Civis nos Estados Unidos, além de missionário e pastor Batista.

Da união do casal King, nasceram três filhos: Willie Christine King; Martin Luther King Júnior; e Alfred Daniel Williams King. Todos foram influenciados pela educação Protestante-Batista e pelos ideais do Movimento dos Direitos Civis.

Inicialmente, o seu nome seria Michael King, mas o seu pai alterou para Martin Luther King, para homenagear a ousadia de Martinho Lutero, o Reformador alemão.

Os pioneiros africanos desembarcaram nos Estados Unidos no início do Século XVII, assumindo a servidão por contrato para custear as passagens para a América. O trabalho escravo não estava regulamentado, no entanto, era presenciado em vários Estados, inclusive, o sul do país incentivava o tráfico negreiro para suprir o trabalho nas regiões agrícolas.

Abraham Lincoln
Abraham Lincoln.
(1809-1865)
Em 1860, a população escrava perfazia 4 milhões de pessoas espalhadas em quinze Estados. A população americana desses Estados alcançava 12 milhões de pessoas e apenas 500 mil negros viviam livres em todo os Estados Unidos.

A sociedade americana foi efervescida com as vozes abolicionistas do Século XVIII, alcançando forças em 1860, com a eleição à presidência do opositor à escravidão - Abraham Lincoln. Conflitos sociais foram acirrados detonando a Guerra Civil Americana, estimulando a assinatura da Proclamação da Emancipação em 1863, pelo então presidente Lincoln.

John Davison Rockefeller I
John Davison Rockefeller I.
(1839-1937)
Com o assassinato de Abraham Lincoln, em 15 de Abril de 1865, findou a última morte decorrente da Guerra Civil. A nação foi esvaziada de representação, o país vivia um caos até que surgiram os primeiros empreendedores dos Estados Unidos, iniciando uma nova era com os "Gigantes da Indústria", o que proporcionou avanços de infraestrutura ao país como os estaleiros e as linhas férreas encabeçadas por Cornelius Vanderbilt I (1794-1877), também conhecido como O Comodoro; a exploração do petróleo liderada por John Davison Rockefeller I (1839-1937); do aço estrutural para fins urbanísticos principiada por Andrew Carnegie (1835-1919); além das instituições financeiras de John Pierpont Morgan (1837-1913), um dos maiores banqueiros da história que investiu em ferrovias, petróleo, e principalmente, na energia elétrica através de parceria com Thomas Alva Edison (1847-1931). J.P. Morgan ajudou na criação da gigante General Eletric - GE.

O crescimento vertiginoso dos Estados Unidos, trouxe muitas desigualdades sociais, surgindo os primeiros sindicatos na América para reivindicar melhorias para as classes trabalhadoras que eram muito exploradas com jornadas de trabalho desumanas. No meio dessas turbulências sociais, estavam os negros com as heranças da discriminação racial.


Segregação Racial
Elizabeth Eckford (15 anos), 1957.
Vítima da Segregação Racial.
Little Rock, Arkansas, Estados Unidos.


No fim do Século XIX, os Estados do Sul, afetados economicamente pelo fim da escravatura, promulgaram várias leis que legitimavam a discriminação racial e dificultavam o acesso dos negros ao voto. Os Estados Unidos vivenciavam a segregação institucionalizada, prédios e transporte públicos, escolas, restaurantes, cinemas, cadeias, inclusive, templos religiosos, separavam espaços determinados para brancos e negros. Geralmente, os espaços destinados aos negros eram sujos, sem manutenção, deploráveis. Os casamentos entre negros e brancos eram proibidos para não misturar as "raças". A presença dos filhos de negros com brancos era proibida em diversos Estados. Nas bibliotecas, os únicos livros que os negros tinham acesso eram aqueles desprezados pelos brancos. Quando um livro era consultado por um branco, ele ficava terminantemente proibido para consulta por negros.

No início do Século XX, começaram os movimentos pelas igualdades dos direitos, mas apenas os esportes foram cedidos, outros entretenimentos e setores da sociedade permaneciam bloqueados para os negros.

Martin Luther King Jr.
Martin Luther King Jr.
(1929-1968)
Nessas circunstâncias, Martin Luther King Júnior trouxe a sua vocação pastoral para as ruas, denunciando os abusos da sociedade e as contradições de uma nação apelidada de "cristã". Luther King seguiu os caminhos do pai, trilhando o ministério pastoral Batista e lutando pelas transformações sociais através do Movimento dos Direitos Civis Americanos.

Todas as manifestações conduzidas pelo pastor Batista foram pacíficas e marcadas por discursos carregados de contextos bíblicos. Os protestos clamavam por direito ao voto; o fim da segregação; o término das discriminações no trabalho; dentre outros direitos civis básicos.

Em 1955, a costureira negra Rosa Parks recusou ceder o seu assento no ônibus para um passageiro branco, o que deu origem ao boicote liderado por Luther King, durando aproximadamente 300 dias, até que conseguiram a dessegregação nos ônibus de Montgomery, no Alabama. Nesse contexto, Martin Luther King fundou a Conferência Sulista de Liderança Cristã, buscando com vigor a igualdade racial. Os protestos alcançaram projeção internacional e muitos foram solidários com a causa e manifestaram adesão às reivindicações dos Direitos Civis.

King recebia o seu encargo através da leitura da Bíblia, principalmente, dos Evangelhos, onde a vida terrena de Jesus é narrada e a sua obra é demonstrada através do apascentar dos discípulos e mediante a denunciação das contradições dos religiosos e políticos de sua época. Luther King foi caracterizado como o Pacifista Cristão.

Além dos seus estudos habituais, Luther King, empreendia tempo para estudar a vida e obra de muitos ativistas, por exemplo: Mohandas Karamchand Gandhi (1869-1948), também conhecido como Mahatma Gandhi, Fundador do moderno Estado da Índia; e Jetsun Jamphel Ngawang Lobsang Yeshe Tenzin Gyatso, 14º Dalai Lama, Líder do povo tibetano, Nobel da Paz.

Em 1963, Luther King conduziu a Marcha pelo Trabalho e pela Liberdade, em Washington, reunindo aproximadamente 250.000 pessoas em frente ao Memorial Lincoln, proferindo um dos discursos mais conhecidos da história "Eu Tenho Um Sonho". No ano seguinte, foi aprovado o Ato dos Direitos Civis, enviado pelo presidente John Fitzgerald Kennedy (1917-1963) ao Congresso, também foi banida a discriminação racial em escolas e locais públicos e findou a segregação racial. O êxito, proporcionou o reconhecimento ao jovem pastor Luther através do Nobel da Paz. Luther King foi um dos mais jovens a alcançar tal prêmio.

Luther King e Billy Graham
Esquerda: Luther King.
Direita: Billy Graham.
Os Beatles faziam sucesso na Europa; a Ditadura Militar perseguia intelectuais e artistas no Brasil, limitando a atuação dos cristãos; a China Comunista de Mao Tsé-Tung (1893-1976) exterminava a Igreja, prendendo diversos líderes, dentre os quais Watchman Nee; e os Estados Unidos promoviam vários processos judiciais injustos e prisões contra Luther King, mas o seu amigo, evangelista Billy Graham, destinava esforços para quitar as fianças e promover a unidade entre brancos e negros, principalmente, no cenário cristão.

Martin Luther King Júnior foi odiado pelos Segregacionistas, que não descansaram até eliminar as suas atividades nesta Terra.

No dia 4 de Fevereiro de 1968, dois meses antes de sua morte, pregou na Igreja Batista Ebenezer, em Atlanta, declarando o que desejava no seu funeral:

"Não mencionem o Prêmio Nobel da Paz, recebido em 1964, também não mencionem as outras centenas de honrarias. Não citem a escola e faculdade da minha formação. Apenas digam que busquei o lado certo da guerra, procurei alimentar os famintos, vestir os pobres, visitar os presos, amar e servir a humanidade".

Igreja de Martin Luther King
Igreja Batista.
Avenida Dexter, Montgomery.

Na juventude, foi seduzido pelas Ciências Jurídicas, pois almejava uma base intelectual para compreender a Filosofia Social, mas foi atraído pela nobreza do serviço cristão. Habitualmente declarava: "Obtive meus ideais cristãos com a minha formação, mas aprendi a técnica operacional com Gandhi". Conquistou o título de "Doutor" na Universidade de Boston e foi nomeado pastor da Igreja Batista da Avenida Dexter, em Montgomery, no Alabama.



Martin Luther King
Martin Luther King Jr.
(1929-1968)
SUAS PALAVRAS:

"Digo hoje a vocês, meus amigos, que apesar das dificuldades e frustrações do momento, ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano. Eu tenho um sonho de que um dia esta nação vai se levantar e viver o verdadeiro significado de sua crença: 'Consideremos essas verdades auto-evidentes: que todos os homens são criados iguais'. Eu tenho um sonho de que um dia, nas montanhas da Geórgia, os filhos de antigos escravos e os filhos de antigos donos de escravos serão capazes de sentarem-se juntos à mesa da fraternidade. Eu tenho um sonho de que meus quatro filhos um dia viverão numa nação onde não serão julgados pela cor de sua pele, mas sim pelo conteúdo de seu caráter (...). Quando permitirmos que a liberdade ecoe, quando permitirmos que ela ecoe em cada vila e cada aldeia, em cada estado e cada cidade, seremos capazes de avançar rumo ao dia em que todos os filhos (criaturas) de Deus, negros e brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, poderão dar as mãos e cantar as palavras da velha cantiga negra, 'Enfim livres! Enfim livres! Graças a Deus Todo-Poderoso, enfim estamos livres!'." (Eu Tenho Um Sonho, Washington, 28 de Agosto de 1963).
"Há um grande dia adiante. O futuro está do nosso lado. Por enquanto estamos no deserto. Mas a Terra Prometida está adiante. (...). Em todos os períodos, sempre existem aquelas pessoas que não se importam em ter suas cabeças cortadas, que não se importam em ser perseguidas, discriminadas e agredidas, porque elas sabem que a liberdade jamais é entregue de graça; ela só vem através da persistente e contínua agitação por parte daqueles que estão presos no sistema. Isso nos lembra do fato de que uma nação ou povo pode se desvencilhar da opressão sem violência (...). Deus, nosso gracioso Pai, ajude-nos a enxergar as visões desta nova nação. Ajude-nos a segui-Lo (Deus) e a seguir as Suas obras neste mundo. De alguma forma descobrimos que fomos feitos para vivermos juntos, como irmãos. E isso virá ainda nesta geração: o dia em que todos os homens reconhecerão a paternidade de Deus e a irmandade dos homens." (O Nascimento de Uma Nova Nação, Montgomery, 7 de Abril de 1957).
Martin Luther King
Martin Luther King Jr.
(1929-1968)
"Infelizmente, a História transforma algumas pessoas em oprimidas e outras em opressoras. (...) os indivíduos oprimidos podem lidar com a opressão. Uma delas é se levantar contra o opressor com violência física e ódio corrosivo. Mas este não é o caminho. Pois o perigo e a fragilidade deste método são sua futilidade. A violência cria mais problemas sociais do que soluções. Como disse várias vezes, se o negro sucumbir à tentação de usar a violência em sua batalha, as gerações que ainda não nasceram receberão uma longa e desoladora noite de amargura, e nosso principal legado ao futuro será um eterno reinado de caos sem sentido. A violência não é o caminho (...). Sou tolo o bastante para crer que, através do poder deste amor, até os homens mais inflexíveis serão transformados. E aí estaremos no reino de Deus. Poderemos nos matricular na universidade da Vida Eterna, pois teremos o poder de amar nossos inimigos, abençoar as pessoas que praguejaram contra nós, até decidirmos ser bons com as pessoas que nos odiavam, até orarmos pelas pessoas que nos usaram." (Amar Seus Inimigos, Montgomery, 17 de Novembro de 1957).
"Aceito o Prêmio Nobel da Paz num momento em que 22 milhões de negros nos Estados Unidos estão envolvidos numa batalha criativa para encerrar a longa noite da injustiça racial. Aceito este prêmio em nome de um movimento de direitos civis que está avançando com determinação e um majestoso desprezo pelos riscos e perigos de estabelecer um reino de liberdade e um sistema de justiça. Estou ciente de que uma pobreza debilitante e asfixiante aflige meu povo e o acorrenta ao degrau mais baixo da escada econômica. Portanto, devo perguntar por que este prêmio está sendo concedido a um movimento que é comprometido com uma luta incessante; a um movimento que não conquistou a própria paz e fraternidade que é a essência do Prêmio Nobel. Depois de pensar a respeito, conclui que este prêmio que recebo em nome desse movimento é um reconhecimento profundo de que a não-violência é a resposta à questão moral e política crucial de nosso tempo: a necessidade do homem superar a opressão e a violência sem recorrer à violência e à opressão (...). (Deus) Dá forças aos nossos pés cansados enquanto continuamos nossa marcha rumo à cidade da liberdade. Quando nossos dias tornarem-se lúgubres (tristes) e cobertos por nuvens e nossas noites tornarem-se mais escuras que mil meias-noites, saberemos que estamos vivendo no tumulto criativo de uma civilização genuína lutando para nascer." (Cerimônia de entrega do Nobel da Paz, Oslo, 10 de Dezembro de 1964).
"Que despertemos nesta noite com uma prontidão ainda maior. Ergamos-nos com uma determinação ainda maior. E que ataquemos de frente estes dias poderosos, estes dias marcados pelo desafio de transformar a América no que ela deve ser. Temos a oportunidade de fazer da América uma nação melhor. E quero agradecer a Deus, mais uma vez, por permitir que eu esteja aqui com vocês (...). Bem, eu não sei o que virá agora. Teremos dias difíceis pela frente. Mas isso não importa para mim agora porque eu subi ao topo da montanha (Deuteronômio 34). Não me importo mais. Como qualquer pessoa, eu gostaria de ter uma vida longa. A longevidade é boa. Mas não estou mais preocupado com isso agora. Quero apenas cumprir a Vontade de Deus. E Ele permitiu que eu subisse a montanha. E lá de cima eu enxerguei. Eu enxerguei a Terra Prometida. É provável que eu não entre lá com vocês. Mas quero que vocês saibam esta noite que nós, como um povo, chegaremos à Terra Prometida. Por isso estou feliz esta noite. Nada me preocupa. Não temo nenhum homem! Meus olhos viram a Glória da Vinda do Senhor!" (O Sermão do Topo da Montanha, Memphis, 3 de Abril de 1968).


Na sua pregação intitulada "O Sermão do Topo da Montanha", Martin Luther King Júnior atinge o auge do seu encargo, com sentimentos de que a sua morte era algo muito próximo, conforme os leitores poderão constatar assistindo ao vídeo.






FONTE:

VEJA: O Rei da Nova América - Martin Luther King Jr. http://veja.abril.com.br/historia/morte-martin-luther-king/biografia-pastor-rei-nova-america.shtml.

VEJA: História - Três séculos de trevas. http://veja.abril.com.br/historia/morte-martin-luther-king/historia-negros-escravidao-segregacao-igualdade.shtml.

VEJA: O ônibus da História. http://veja.abril.com.br/historia/morte-martin-luther-king/causa-direitos-civis-onibus-rosa-parks.shtml.

VEJA: Chagas Abertas - Assassinato de Martin Luther King Jr. http://veja.abril.com.br/historia/morte-martin-luther-king/tumultos-chagas-abertas-disturbios-raciais.shtml .

VEJA: A Voz da Alma. http://veja.abril.com.br/historia/morte-martin-luther-king/discursos-eu-tenho-um-sonho-retorica-voz-alma.shtml.

THE HISTORY CHANNEL: Os Gigantes da Indústria. http://www.seuhistory.com/programas/gigantes-da-industria.html.

J. A. von Poseck

BIOGRAFIA CRISTÃ Nº 52: Julius Anton Eugen von Poseck (1816-1896), também conhecido como J.A. von Poseck, foi um pomerânio Teólogo Católico; Bacharel em Ciências Jurídicas; Servidor Público Estadual; Editor; Escritor; Professor Bilíngue;  Hinólogo; Colportor; Biblicista Dispensacionalista; Evangelista; Líder Adenominacional do Movimento Irmãos Unidos, também conhecido como Irmãos de PlymouthAssembleia dos Irmãos em Portugal, Casa de Oração no Brasil, ou simplesmente Os Irmãos.
"Eu [Jesus] Sou a videira, e vocês são os ramos. Quem está unido Comigo e Eu com ele, esse dá muito fruto porque sem Mim vocês não podem fazer nada." (João 15:5, NTLH, SBB). 
"Ora, vocês são o Corpo de Cristo, e cada um de vocês, individualmente, é membro desse corpo. Assim, na igreja, Deus estabeleceu primeiramente apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, mestres; depois os que realizam milagres, os que têm dons de curar, os que têm dom de prestar ajuda, os que têm dons de administração e os que falam diversas línguas. São todos apóstolos? São todos profetas? São todos mestres? Têm todos dons de curar? Falam todos em línguas? Todos interpretam? / Entretanto, busquem com dedicação os melhores dons. Passo agora a mostrar-lhes um caminho ainda mais excelente." (1ª Coríntios 12:27-31, NVI, SBI). 
"Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor." (1ª Coríntios 13:13, VRA, SBB).

J.A. von Poseck
Julius Anton Eugen von Poseck.
(1816-1896)
Julius Anton Eugen von Poseck nasceu no dia 2 de Setembro de 1816, na cidade de Zirkwitz, na Província da Pomerânia, no Reino da Prússia.

Seus acendentes foram nobres na Saxônia, com extensa influência Católica, mas o seu pai casou com uma mulher pomerânia com influências Protestantes. Da união matrimonial, nasceram seis filhos e todos foram batizados e influenciados pelo Luteranismo, com exceção do pequeno Julius Anton von Poseck, que recebeu esmerada educação Católica através do seu pai.

A família paterna depositava muitas expectativas no jovem J.A. von Poseck, desejando a permanência da tradição religiosa. Aos 20 anos, iniciou os estudos da teologia Católica, na cidade de Münster, no Reino da Prússia, localizada atualmente no Estado da Renânia do Norte-Vestfália, na Alemanha. Em 1838, principiou os estudos de Ciências Jurídicas na cidade de Berlim, alcançando o bacharelado na cidade de Bonn.

Enquanto visitava a cidade de Colônia, distando 30 quilômetros de Bonn, para assistir as festividades do seiscentésimo aniversário da Catedral da Sé, Julius Anton von Poseck, deixou o seu lugar com ótima visibilidade para assistir à procissão e foi para outro lugar com pouca visibilidade. Nessa circunstância, despencou a fachada da catedral, atingindo fatalmente a outra pessoa que ocupara o seu lugar. J.A. von Poseck ficou abalado e indagava constantemente: "Deus, por que eu fui poupado?". Tal episódio, colaborou para abandonar as convicções Católicas e abraçar a fé Luterana, cultivada por todos os seus irmãos. Através das pregações do pastor Krafft na Igreja Luterana em Düsseldorf, Julius Poseck alcançou a certeza da salvação.

Em 1843, ingressou no serviço público do governo estadual na cidade de Düsseldorf, e posteriormente assumiu os trabalhos de editor em um jornal. Nesse período, conheceu os escritos de John Nelson Darby e vários irmãos que promoviam estudos bíblicos com perspectiva Dispensacionalista e características Adenominacionais. Três anos depois, contatou o suíço Heinrich Thorens, amigo de Carl Brockhaus e William Darby, irmão de J.N. Darby. Tal contato, foi entusiástico para J.A. von Poseck que presenciou o encargo dos amigos na propagação da Verdade. Poseck abraçou o encargo e pediu exoneração do serviço público, deixando também a edição do jornal, destinando todo o seu tempo para a pregação do Evangelho e apresentação da visão dos Irmãos Unidos, a saber, resumidamente: a Volta de Cristo; o Dispensacionalismo; e o Adenominacionalismo.

John Nelson Darby
John Nelson Darby.
(1800-1882)
Julius Anton Eugen von Poseck assumiu o encargo da colportagem, distribuindo maciçamente em várias cidades, a literatura dos Irmãos Unidos, principalmente, os escritos de John Nelson Darby. Também, atuou como tradutor dessa literatura, do inglês para o idioma falado no Reino da Prússia.

Em 1849, iniciou os trabalhos de escritor do Movimento Irmãos Unidos, traduzindo e publicando diversas obras - "Preleições sobre o Profeta Daniel"; "Os Ofícios do Novo Testamento - o seu Caráter, Fonte, Poder e Responsabilidade"; "Uma breve Análise do Apocalipse"; "O Mundo e a Igreja"; "Pensamentos sobre o Apostolado de Paulo"; "A Personalidade do Consolador"; "Sobre os Sofrimentos de Cristo"; dentre outras, através da editora E. Schulte, localizada na cidade de Düsseldorf, no Reino da Prússia.

J.A. von Poseck também foi hinólogo, colaborando com Carl Brockhaus, para a criação de um hinário para Os Irmãos. Além da composição de hinos, também traduziu várias letras para o alemão.

No ano de 1854, cooperou com J.N. Darby e Carl Brockhaus, para a tradução do Novo Testamento, principiando a criação da Bíblia de Elberfeld. Poseck demonstrou habilidade com os idiomas antigos - Aramaico, Hebraico e Grego - facilitando os trabalhos de tradução.

Aos 41 anos de idade, casou com uma inglesa. Da união matrimonial, nasceu uma filha que foi missionária na China. Depois do nascimento de sua filha, retornou aos trabalhos seculares como professor bilíngue, mas jamais diminuiu a dedicação ao serviço da Igreja e à obra do Senhor.

Possuindo idade avançada, mudou para a Inglaterra, mas manteve estreita amizade e colaboração com a liderança dos Irmãos Unidos na Alemanha, antigo Reino da Prússia.

No dia 6 de Julho de 1896, em Lewisham, na Inglaterra, faleceu deixando precioso encorajamento para os crentes. Suas últimas palavras foram direcionadas à Deus, na presença de sua esposa: "Senhor, Tu estás pronto para mim e eu estou pronto para Ti. Louvado seja o Senhor!".


J.A. von Poseck
Julius Anton Eugen von Poseck.
(1816-1896)
SUAS PALAVRAS:

"A família cristã, no verdadeiro sentido da palavra, tem duas qualidades essenciais e características: estão sob o abrigo do sangue do Cordeiro; e são preenchidos com a luz celestial. Primeiramente, a aspersão do sangue pela fé em Jesus Cristo (Hebreus 10:22a) e, em seguida, a luz divina, que é o trabalhar da Vida na alma e o resplandecer da glória da face de Cristo em nossos corações."

"É triste e lamentável, vermos na casa dos crentes, o brilho pálido da luz divina, e muitas vezes imperceptível, ou está escondida, ou as trevas estão prevalecendo. Oh! Quem pode numerar as almas preciosas que estão distantes da luz do Evangelho e das Verdades divinas por causa da inconsistência das famílias cristãs? Quando o Senhor voltar, trará à luz todas as coisas ocultas nas trevas, e manifestará os desígnios dos corações!"

"O hábito nacional e trajes não podem ser admitidos em assuntos divinos, especialmente na Igreja de Deus, como um pedido de um costume, o que constitui uma flagrante contradição permanente à vontade claramente expressa de Deus, anunciada pelo Seu Espírito nas passagens bíblicas."

"Que o Senhor conceda, que nestes últimos dias, muitas famílias cristãs sejam abençoadas com a influência tranquila e saudável de piedosas esposas moderadas e submissas. Que esses lares sejam refletores da luz celestial, pois pertencem ao Senhor como "filhos da luz" no meio de uma geração corrompida e perversa, provando assim, através de suas vidas na terra, que tais famílias estão vivendo o céu."

"Tenha absoluta certeza, se o coração do marido "deixou o primeiro amor por Cristo", logo escorregará para o mundo e para a carne, assim, inevitavelmente, será seguido por uma escuridão e frieza no ambiente doméstico, e sua pobre mulher sentirá que ele "deixou o primeiro amor" por ela também."

"Se o coração do marido buscar diariamente o "maná escondido" para alimentar a sua alma em Cristo, será capaz de fornecer à sua esposa os alimentos para o espírito, que ele já provou, isto é, a água que refresca a alma com Vida. O marido não pode comer nem beber por sua esposa, mas quando come da Palavra e bebe do Espírito por si, os fluxos de refrigério fluirão para a sua esposa e para outros."

"O termo "Outro" significa qualquer outra pessoa, mas principalmente a sua esposa, que é o seu próprio corpo. Caridade começa em casa! Se eu vejo um marido todas as noites durante a semana correndo longe da esposa e dos filhos para assistir aos cultos e às reuniões, fico com medo, pois ele vai ficar farto, enquanto a esposa está morrendo de fome."


FONTE:

Livro: "Os Irmãos" (Como são chamados) - Sua história e as verdades que professam.
Autor: Andrew Miller.
Editora: Depósito de Literatura Cristã - DLC. (Brasil).
Páginas: 175.

J.A. von Poseck: Os Maridos. http://www.stempublishing.com/authors/JA_Von_Poseck/JAVP_Light07.html

J.A. von Poseck: As Esposas. http://www.stempublishing.com/authors/JA_Von_Poseck/JAVP_Light06.html.

J.A. von Poseck: Luz Celestial em um Lar Cristão. http://www.stempublishing.com/authors/JA_Von_Poseck/JAVP_Light01.html.

Andrew Miller

BIOGRAFIA CRISTÃ Nº 51: Andrew Miller (1810-1883) foi um escocês Executivo Empresarial; Pregador Batista; Escritor; Historiador; Biblicista Dispensacionalista; Evangelista; Líder Adenominacional do Movimento Irmãos Unidos, também conhecido como Irmãos de Plymouth, Assembleia dos Irmãos em Portugal, Casa de Oração no Brasil, ou simplesmente Os Irmãos.
"Eu [Jesus] Sou a videira, e vocês são os ramos. Quem está unido Comigo e Eu com ele, esse dá muito fruto porque sem Mim vocês não podem fazer nada." (João 15:5, NTLH, SBB).
"Ora, vocês são o Corpo de Cristo, e cada um de vocês, individualmente, é membro desse corpo. Assim, na igreja, Deus estabeleceu primeiramente apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, mestres; depois os que realizam milagres, os que têm dons de curar, os que têm dom de prestar ajuda, os que têm dons de administração e os que falam diversas línguas. São todos apóstolos? São todos profetas? São todos mestres? Têm todos dons de curar? Falam todos em línguas? Todos interpretam? / Entretanto, busquem com dedicação os melhores dons. Passo agora a mostrar-lhes um caminho ainda mais excelente." (1ª Coríntios 12:27-31, NVI, SBI).
"Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor." (1ª Coríntios 13:13, VRA, SBB).

Andrew Miller
Andrew Miller.
(1810-1883)
Andrew Miller nasceu no dia 27 de Janeiro de 1810, em Kilmaurs, no Condado de Ayrshire, na Escócia. A região era conhecida por suas oficinas, calçados e talheres, além da vocação agrícola, também foram encontrados sítios paleontológicos.

Durante a juventude, mudou a sua residência para Glasgow, uma das maiores cidades da Escócia. As oportunidades surgiram através da empresa Smith, Anderson & Co. que disponibilizou a gerência de uma filial em Londres, na Inglaterra, aos cuidados de Andrew Miller.

O seu perfil empreendedor foi crucial para assumir a sociedade da empresa, que alterou o nome para Miller, Son & Torrance. Posteriormente, os negócios ficaram sob os cuidados do seu filho, Thomas B. Miller.

As atividades empresarias não impediram Andrew Miller de executar os serviços cristãos como pregador leigo na Igreja Batista Escocesa em Londres, inclusive, ajudou na construção da capela. Além dos sermões ministrados no local de reuniões, também promovia trabalhos evangelísticos em todo o país.

Nesse período, foi convidado por um integrante do Movimento Irmãos Unidos para frequentar um grupo de estudos bíblicos com ocorrência semanal. Andrew Miller valorizava o status social que muitas vezes é transmitido pelas vestimentas, inclusive, quando visitou o grupo de estudos bíblicos, estava trajado de smoking e ficou envergonhado, pois ninguém utilizava as vestes para destaque social. O status que tanto valorizava não surtiu quaisquer efeitos entre os Irmãos.

O estudo bíblico marchou da seguinte forma: todos foram à sala de jantar, depois ingressaram na sala de estar, aonde foi feita uma oração e iniciou o estudo da Palavra com uma leitura reverente dos textos sagrados. Os participantes empenhavam tempo considerável para digerir o tema bíblico.

Andrew Miller não conhecia a profundidade dos temas tratados, dentre os quais: a Escatologia, comum nos nossos dias, mas muito vendada no século XIX; a Volta de Jesus, negligenciada pela maioria dos cristãos da sua época; e, principalmente, o Dispensacionalismo. Durante as reuniões seguintes, desfrutou das verdades de Deus, dos Seus desígnios, e dos Seus amor e graça na redenção.

A experiência vivenciada dentre os Irmãos Unidos através desses estudos bíblicos, alteraram o curso da sua vida. Declarou à Igreja Batista Escocesa que deixaria o ministério leigo no Denominacionalismo para frequentar as reuniões sob o nome do Senhor Jesus, agora como Adenominacional. A comunidade Batista indagou sobre o Adenominacionalismo, e depois dos esclarecimentos, a maioria seguiu Andrew Miller, adotando como base da unidade da expressão da Igreja, apenas o nome de Jesus Cristo.

Seus dons evangelísticos foram evidenciados, alcançando projeção no Movimento Irmãos Unidos. Destinava atenção para todos, mas nutria carinho especial pelos idosos e jovens, apontando para eles o único caminho para a Vida Eterna - CRISTO.

As suas pregações eram carregadas de vivacidade, fervor habitava nas suas palavras e lágrimas surgiam no rebanho de Deus. Andrew Miller chorava desesperadamente clamando para que a consciência dos ouvintes fosse despertada acerca da Vontade do Senhor.

A frustração surgia no seu coração, sempre que visitava as igrejas locais e constatava desinteresse nos crentes sobre os temas bíblicos, principalmente, acerca do Evangelho.

As suas mensagens eram cheias do Espírito Santo e os ouvintes absorviam atentos todas as suas palavras, mesmo naquelas reuniões extremamente longas. Tal característica, trouxe o reconhecimento de pregador mais capacitado entre os pioneiros dos Irmãos Unidos.

Andrew Miller publicou diversos artigos na revista mensal Things New and Old (Coisas Novas e Velhas) que influenciou muitos cristãos, inclusive, aqueles que eram Denominacionais.

C.H. Mackintosh
Charles Henry Mackintosh.
(1820-1896)
Nutriu estreita amizade com C.H. Mackintosh e foi o responsável no encorajamento para a publicação da Série de Notas sobre o Pentateuco.

Miller foi o historiador do Movimento Irmãos Unidos, retratando o surgimento, os pioneiros e os ensinos do grupo através do livro: "Os Irmãos" (Como são chamados) - Sua história e as verdades que professam. O seu livro foi bastante divulgado na Europa, alcançando também a América do Sul, principalmente, o Brasil.

Também publicou a obra "História da Igreja" traduzida para diversos idiomas, inclusive, para o português através da editora Depósito de Literatura Cristã - DLC.

John Nelson Darby também cultivou vigorosa amizade com Andrew Miller, e mesmo acamado no leito de morte, indagava constantemente sobre a saúde do amigo Miller. A amizade foi intensa até os últimos dias de vida.

J.N. Darby faleceu em 1882 e Andrew encerrou os seus dias em 1883. Os pioneiros dos Irmãos Unidos deixaram essa Terra para encontrar a primícia celeste - Jesus Cristo, e engrossar as fileiras dos salvos. Andrew Miller declarou nos seus últimos dias: "Não há nada que conte, senão Cristo somente!".


Andrew Miller
Andrew Miller.
(1810-1883)
SUAS PALAVRAS:

"Quando se estuda a história da Igreja, é sempre reconfortante poder seguir com alguma medida de certeza o fio prateado da graça e o operar do Espírito de Deus na vida daqueles que destacaram nesses assuntos."

"Todo cristão fiel que tem estudado a grande revolução desse período (Século XVI) certamente não deixará de agradecer a Deus pela poderosa obra realizada por Sua graça, mediante a fé e a persistência dos Reformadores."

"Isto era algo totalmente novo para a cristandade daquele tempo (Século XIX) - ouvir falar da Igreja como sendo o Corpo de Cristo, habitado e governado pelo Espírito Santo, corpo esse do qual Ele é a Cabeça glorificada nos céus."

"Seria difícil encontrar na teologia dos Pais e dos Escolásticos, dos Reformadores ou dos Puritanos, a doutrina da Igreja como a Noiva Eleita de Cristo, separada do mundo para esperar o Seu retorno do céu como a única esperança dela, e conhecendo a presença constante do Espírito Santo como a única fonte de poder e gozo dela."

"O primeiro efeito de descobrir na Palavra de Deus quais são o chamado, a posição e a esperança da Igreja, será a profunda percepção do contraste entre o que o homem chama de igreja e o que ela realmente é à luz do Novo Testamento."


FONTE:

Livro: "Os Irmãos" (Como são chamados) - Sua história e as verdades que professam.
Autor: Andrew Miller.
Editora: Depósito de Literatura Cristã - DLC. (Brasil).
Páginas: 175.

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