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Andrew Murray

BIOGRAFIA CRISTÃ Nº 50: Andrew Murray Júnior (1828-1917) ou Andrew Murray IV, mais conhecido como Andrew Murray, foi um sul-africano Professor; Reitor; Fundador do Grey College (Universidade do Estado Livre de Orange); Escritor; Mestre em Teologia; Doutor Honoris Causa; Pastor da Igreja Reformada Holandesa na África; Líder do Reavivamento Africano;  Fundador da South African General Mission - SAGM (Missão Geral da África do Sul), South East Africa General Mission - SEAGM (Missão Geral Oriental do Sul da África) e Africa Evangelical Fellowship - AEF (Irmandade da África Evangélica); além de Ativista Político pela independência da África do Sul; Organizador da Convenção Sand River; e Opositor à Política Nacionalista Africana (Política Cristã do Apartheid).
"Eu [Jesus] Sou a videira, e vocês são os ramos. Quem está unido Comigo e Eu com ele, esse dá muito fruto porque sem Mim vocês não podem fazer nada." (João 15:5, NTLH, SBB).
"Ora, vocês são o Corpo de Cristo, e cada um de vocês, individualmente, é membro desse corpo. Assim, na igreja, Deus estabeleceu primeiramente apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, mestres; depois os que realizam milagres, os que têm dons de curar, os que têm dom de prestar ajuda, os que têm dons de administração e os que falam diversas línguas. São todos apóstolos? São todos profetas? São todos mestres? Têm todos dons de curar? Falam todos em línguas? Todos interpretam? / Entretanto, busquem com dedicação os melhores dons. Passo agora a mostrar-lhes um caminho ainda mais excelente." (1ª Coríntios 12:27-31, NVI, SBI).
"Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor." (1ª Coríntios 13:13, VRA, SBB).

Andrew Murray
Andrew Murray IV.
(1828-1917)
Andrew Murray Júnior nasceu no dia 9 de Maio de 1828, na cidade de Graaff-Reinet, na Província do Cabo, na África do Sul.

O nome "Andrew" foi adotado durante várias gerações. O seu bisavô, avô e pai carregaram o mesmo nome do menino. Dizem que em todas as gerações o nome "Andrew" é mantido.

O seu avô, Andrew Murray II, faleceu quando o seu pai tinha apenas 2 anos de idade. Morreu clamando fervorosamente pela vida dos filhos. A sua esposa, Sra. Elizabeth, ficou responsável pela condução do lar que enfrentava a pobreza, no entanto mantinha a confiança em Deus.

O seu pai, Andrew Murray III (1794-1866), era ministro ordenado pela Igreja Presbiteriana da Escócia e ajudou a Igreja Reformada Holandesa na África do Sul. A sua mãe, Maria Susanna Stegmann, mantinha estreitos relacionamentos com os ensinos dos Huguenotes franceses e Luteranos alemães. Da união matrimonial nasceram 11 filhos, dos quais, 4 filhas casaram com pregadores e 5 filhos foram ordenados ao sacerdócio, dentre os quais Andrew Murray IV. Dos 32 netos, 17 foram ministros do evangelho, 12 netas casaram com pastores e os outros 3 foram missionários.

A bandeira da família Murray era a "Reverência" que significa:

"Respeito profundo, acatamento, consideração. Veneração ou respeito às coisas sagradas. Cumprimento respeitoso; saudação respeitosa, acompanhada de inclinação do tronco para a frente ou de flexão dos joelhos; vênia, mesura: fazer uma reverência." Dicionário Aurélio.

Andrew Murray
Andrew Murray IV.
(1828-1917)
Uma das irmãs de Andrew Murray IV, escreveu em um livreto chamado "filhos dos filhos":

"Reverência ao nome de Deus; reverência ao Dia do Senhor; reverência à Palavra de Deus. Assim me sinto em casa. A esposa reverenciando o marido; os filhos aos pais; e toda a família venerando ao seu Deus. As crianças eram ensinadas para obedecerem normal e naturalmente. A palavra dos pais era lei e para a decisão divina, não havia recurso. A sabedoria de Deus nunca esteve em dúvidas."

A influência familiar foi determinante para a vida ministerial de Andrew Murray Júnior. A diversidade de correntes Protestantes herdadas de seus pais ajudaram no cultivo de um espírito tolerante e bíblico que valorizava a união dos crentes. Durante a sua infância ouviu muitas relatos sobre os heróis da fé registrados na Bíblia e sobre os exemplos do Cristianismo na história.

Hudson Taylor
James Hudson Taylor.
(1832-1905)
As orações dos pais causam impacto na vida dos filhos. Hudson Taylor ouviu as orações do seu pai pela China, quando cresceu, plantou milhares de igrejas no solo chinês. John Gibson Paton (1824-1907) ouvia gemidos nas orações do seu pai que intercedia pelos povos três vezes por dia no seu "lugar de oração", quando cresceu, alcançou milhões para o evangelho, inclusive, povos canibais. Não foi diferente com o jovem Andrew que foi impactado pelas orações e testemunhos do seu pai e avô.

A piedade dos seus pais era evidenciada no serviço cristão e combate à escravatura. Jamais permitiram que uma pessoa negra servisse em seus lares, sem a devida retribuição do seu trabalho. O seu pai serviu no ministério durante 40 anos, fundando diversas igrejas locais com zelo pelo rebanho de Deus, testemunho que encorajaria o seu filho, Andrew Murray. Quando os pais amam ao Senhor Deus e servem ao Corpo de Cristo sem desprezar o seio familiar, provavelmente, a prole seguirá os passos dos pais.

David Livingstone
David Livingstone.
(1813-1873)
Os escoceses, David Livingstone, missionário e explorador do Continente Africano, e o Congregacionalista e missionário Robert Moffat (1795-1883), foram acolhidos durante alguns dias pela família Murray, inspirando o jovem Andrew. Muitos missionários ingleses, alemães e franceses recorriam à residência dos Murray que distava 800 km do interior africano.

A residência era espaçosa com jardins frutíferos. O ambiente cristão era um porto seguro para muitos viajantes da causa do Senhor.

O jovem Andrew Murray também foi incentivado com as histórias do missionário Adoniram Judson (1788-1850) que evangelizou em 1813 a Birmânia, conhecida como Myanmar, localizada no sul da Ásia continental.

Em 1838, a família Murray mudou para a Inglaterra levando o pequeno Andrew com 10 anos. Durante uma das viagens do seu pai para a Holanda, Andrew Murray aos 16 anos, experienciou o novo nascimento e começou a orar nas madrugadas clamando por um avivamento em seu país natal, a África do Sul.

Estudou nas universidades de Aberdeen, na Escócia, e de Utrecht, na Holanda. Posteriormente ajudou na fundação do Seminário Stellenbosch e da University College na República do Estado Livre de Orange, atualmente, Província da África do Sul.

Andrew Murray
Andrew Murray IV.
(1828-1917)
Quando retornou para a África do Sul, já estava trabalhando desde 1848 no ministério pastoral e evangelístico da Igreja Reformada Holandesa. As suas pregações eram Cristocêntricas e abalaram o continente. Constantemente buscava uma vida cristã profunda em Deus e convocava os cristão para habitarem em Cristo, deixando os interesses fúteis do ego. O seu pastorado foi influenciado pelo Avivamento Escocês, do qual participara com o seu irmão John Murray.

Andrew Murray casou em 1856 com a Sra. Emma Rutherford, filha de um pastor inglês. Da união matrimonial nasceram nove filhos. A residência do casal era repleta de atividades cristãs e cultos familiares. Três filhos seguiram a vocação missionária e os outros permaneceram como fiéis cristãos.

Andrew Murray
Andrew Murray IV.
(1828-1917)
Murray amava o povo africano e arriscou a sua vida levando a mensagem de Cristo para as tribos hostis. Valorizava as populações carentes do solo africano.

Em 1877, visitou os Estados Unidos e participou de muitas Conferências de Santidade na América do Norte e na Europa.

Apreciava a Teologia Conservadora e incentivava os jovens a buscarem formação acadêmica cristã saudável, evitando o Liberalismo.

William Law
William Law.
(1686-1761)
Andrew Murray introduziu na África, o Movimento Vida Superior iniciado na Keswick Convention no Reino Unido que influenciaria o Movimento Vida Interior. Nessas circunstâncias, o seu ministério refletiu bastante dos pensamentos do teólogo William Law que também influenciou os Metodistas John Wesley e Charles Wesley, o filantropo William Wilberforce, o poeta John Byrom, o médico George Cheyne e o membro do parlamento britânico Archibald Hutcheson.

Murray foi vitimado por uma infecção que roubou a sua voz por dois anos. Depois de orações e intercessões a sua voz foi normalizada. Tal evento contribuiu para crerem na operação dos dons do Espírito nos nossos dias, abandonando quaisquer ensinamentos Cessacionistas.

Andrew Murray
Andrew Murray IV.
(1828-1917)
O seu ministério era itinerante, saia a cavalo em viagens que demoravam semanas para pregar aos agricultores.

Reconhecia a manifestação exterior dos dons do Espírito Santo, mas incentivava a busca do mover interior do Espírito através da Santidade e Vida Interior. Andrew Murray é considerado por alguns como precursor do Pentecostalismo, particularmente, entendemos que o seu ministério foi mais influente para o Movimento Vida Interior promovido por Jessie Penn-Lewis e T. Austin-Sparks.

Andrew Murray valorizava o ministério de literatura e a sua influência para a posteridade, assim demonstrou a habilidade de um escritor prolífico, publicando 240 títulos. Muitos dos seus livros são considerados Clássicos da Literatura Cristã. Também testemunhou a praticidade da vida cristã através de obras sociais e fundação de instituições de ensino.

Acreditava nos princípios doutrinários Calvinistas e procurou alinhar os seus ensinos devocionais com a Teologia Reformada, mas não alcançou êxito, assim trilhou caminho diverso do Calvinismo.


Andrew Murray
Andrew Murray IV.
(1828-1917)
SUAS PALAVRAS:

"Você deve preparar-se para a oração, pelo estudo-orado da Bíblia. A oração não é um monólogo, onde tudo vem de um lado, mas é um diálogo, onde o filho ouve o que o Pai diz."

"A oração em nossa própria força não traz benção. Reserve um tempo para apresentar-se com reverência e em silêncio perante Deus. Lembre-se da Sua grandeza, santidade e amor."

"Muitas vezes a oração não traz alegria e benção, porque é feita com egoísmo que é a morte da oração."

"Nosso viver exerce grande influência sobre a nossa oração, assim como ela exerce sobre a nossa vida. Um viver mundano e egoísta deixa a oração impotente e sem respostas."

"Aprenda essa grande lição: a Oração deve governar toda a sua vida."

"Oh! Se a santidade e o poder da oração tomassem posse do seu coração e da sua vida! Poderíamos, literalmente, dizer: 'por ti estou esperando todo o dia.' (Salmos 25:5)."

"Além da duração do tempo que passamos com Deus em oração, devemos considerar a força com que a nossa oração governa toda a nossa vida."

"O Espírito Santo sempre nos leva à cruz. Foi assim com Cristo. O Espírito lhe ensinou e permitiu-lhe oferecer a si mesmo sem mácula a Deus."

Andrew Murray
Andrew Murray IV.
(1828-1917)
"Que tolice é orar para a plenitude do Espírito habitar na nossa vida, se não estivermos debaixo do operar da cruz! Cristo entregou-se inteiramente na cruz. Os discípulos fizeram o mesmo. A cruz exige isso também de nós." Mateus 16:24 - "Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me"

"Como saberemos se é o Espírito que está nos ensinando? Devemos conhecer o Mestre! Somente conhecendo o Senhor Jesus, poderemos discernir se nosso conhecimento espiritual é genuíno ou enganoso. Conhecer o selo do Rei é a única segurança contra uma imagem falsa."

"A única coisa através da qual uma criatura pode glorificar a Deus ou gozar do seu favor e sua benção é a obediência."

"A obediência de Cristo é o segredo da justiça e da salvação que é encontradas nEle. A obediência é a verdadeira essência dessa justiça: Obediência é Salvação."

"A minha sujeição à obediência é a única maneira que posso manter a minha relação com Deus e com a justiça. A obediência de Cristo à justiça é o único começo de Vida para mim; minha obediência à justiça é sua única continuação. A única marca de semelhança entre Adão e a sua semente é a desobediência. O único elo de ligação entre Cristo e sua semente, a única marca de semelhança, é a obediência."

"A proporção que desistimos da nossa própria vontade é a medida da concessão do Seu poder para nós."

"Fixemos nossa atenção em Cristo, examinando-o como servo obediente e confiando nEle como nunca fizemos. Este é o Cristo que recebemos e amamos. A Sua justiça é a nossa esperança, deixemos que a Sua obediência seja nosso único desejo. Que a nossa fé nEle, com sinceridade e confiança no poder de Deus operando em nós, aceite Cristo, o obediente, verdadeiramente como nossa vida, aquele que habita em nós."


FONTE:

Livro: A Vida Interior - Cultivando a renovação da Alma.
Autor: Andrew Murray.
Editora: Vida. (Brasil).
Páginas: 191.

Livro: O Espírito de Cristo.
Autor: Andrew Murray.
Editora: Dos Clássicos. (Brasil).
Páginas: 293.

Livro: Humildade - A Beleza da Santidade: um desafio à Verdadeira Espiritualidade.
Autor: Andrew Murray.
Editora: Dos Clássicos. (Brasil).
Páginas: 121.

Livro: Escola da Obediência: O Caminho da Verdadeira Espiritualidade.
Autor: Andrew Murray.
Editora: Dos Clássicos. (Brasil).
Páginas: 110.

Livro: Com Cristo na Escola de Oração.
Autor: Andrew Murray.
Editora: Dos Clássicos. (Brasil).
Páginas: 307.

Editora Vida: Andrew Murray http://www.editoravida.web558.kinghost.net/autor.asp?codigo=14.

Editora dos Clássicos: Andrew Murray http://www.editoradosclassicos.com.br/4_andrew-murray.

Christian Classics Ethereal Library: Andrew Murray http://www.ccel.org/ccel/murray.

Biografias e Teólogos Reformados: Andrew Murray http://inp-biografias.blogspot.com.br/2010/02/andrew-murray.html.

Healing and Revival: Andrew Murray http://healingandrevival.com/BioAMurray.htm.

Christianity Today: Andrew Murray http://www.christianitytoday.com/ch/131christians/innertravelers/murray.html.

Christianbook: Andrew Murray http://www.christianbook.com/html/authors/721.html.

World Invisible: Andrew Murray http://www.worldinvisible.com/library/murray/praylife/indexpray.htm.

Águas Vivas: Vida familiar de Andrew Murray http://www.aguasvivas.cl/revistas/41/familia.htm.

Blog Editora dos Clássicos: Devocional de Andrew Murray http://www.editoradosclassicos.com.br/blog/devocionais/e-o-espirito-que-esta-nos-ensinando-andrew-murray.

Campos de Boaz: Andrew Murray http://camposdeboaz.xn.blog.br/cristo-nosso-exemplo-de-obediencia-andrew-murray.

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