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J.G. Bellett

BIOGRAFIA CRISTÃ Nº 8: John Gifford Bellett (1795-1864), também conhecido como J.G. Bellett, foi um irlandês Escritor; Teólogo Dispensacionalista; e Líder Adenominacional muito influente no início do Movimento Irmãos de Plymouth, também conhecido como Irmãos Unidos, Assembleia dos Irmãos em Portugal, Casa de Oração no Brasil, ou simplesmente Os Irmãos.
"Eu [Jesus] Sou a videira, e vocês são os ramos. Quem está unido Comigo e Eu com ele, esse dá muito fruto porque sem Mim vocês não podem fazer nada." (João 15:5, NTLH, SBB).
"Ora, vocês são o Corpo de Cristo, e cada um de vocês, individualmente, é membro desse corpo. Assim, na igreja, Deus estabeleceu primeiramente apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, mestres; depois os que realizam milagres, os que têm dons de curar, os que têm dom de prestar ajuda, os que têm dons de administração e os que falam diversas línguas. São todos apóstolos? São todos profetas? São todos mestres? Têm todos dons de curar? Falam todos em línguas? Todos interpretam? / Entretanto, busquem com dedicação os melhores dons. Passo agora a mostrar-lhes um caminho ainda mais excelente." (1ª Coríntios 12:27-31, NVI, SBI).
"Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor." (1ª Coríntios 13:13, VRA, SBB).

J.G. Bellett
John Gifford Bellett.
(1795-1864)
Nasceu no dia 19 de Julho de 1795 como filho mais velho de uma família anglo-irlandesa em Dublin, porém passou a maior parte de sua juventude numa casa de campo fora da cidade.

Fez o segundo grau em Exeter e mais tarde frequentou o Trinity College em Dublin, ele se destacou por seu talento natural. Em 1817 foi alcançado pelo evangelho salvífico. Até o ano de 1821 ele estudou Ciências Jurídicas em Londres e depois voltou para Dublin. Depois dedicou-se exclusivamente ao estudo e anúncio da Palavra de Deus.

Castelo Powerscourt
Castelo Powerscourt.
J.G. Bellett chegou a conhecer Anthony Norris Groves de Exeter. John Gifford Bellett fazia parte dos primeiros Irmãos Unidos que começaram a se reunir conforme a Palavra de Deus. No inverno de 1827/1828, John Nelson Darby fazia parte desse grupo. Anthony N. Groves [que foi missionário no Oriente Médio] expressou no final do ano de 1829 que seria adequado e conforme a Palavra de Deus reunirem com toda a simplicidade, simplesmente na condição de irmãos sem olhar para clérigos ordenados, mas exclusivamente confiar no Senhor que Ele seria capaz de usar os irmãos dentre eles para a edificação da igreja. Mais tarde, John Gifford Bellett escreveu que essas palavras o impressionaram profundamente. Nesse período, J.G. Bellett assistiu - junto com John Nelson Darby - as conferências conhecidas como Conferências de Powerscourt, que aconteceram no castelo de uma senhora crente.

Enquanto os demais líderes dos Irmãos Unidos foram chamados pelo Senhor Jesus para outras localidades, para anunciar a Bíblia, ensinar e fortalecer os crentes conforme a Palavra de Deus, John Gifford Bellett ficou na Irlanda visitando os cristãos com a finalidade de encorajá-los e aconselhá-los, bem como ministrava estudos bíblicos nas casas de seus amigos.

Ele costumava levantar cedo. Durante o inverno, ele colocava a mesa com a Bíblia e os utensílios para escrever perto do fogo na cozinha e lia, escrevia ou meditava ali por algum tempo antes que o café da manhã estivesse pronto. Durante esse tempo, os estudos sobre os livros de Salmos, Lucas e João surgiram. Mais tarde, estudos sobre o livro de Jó, sobre os patriarcas, os profetas menores, os evangelhos, as epístolas aos Efésios e Tessalonicenses.

Os livros mais bonitos e conhecidos de sua autoria são: "O Filho de Deus" e "A Glória de nosso Senhor Jesus Cristo em Sua Humanidade". Este último livro mencionado foi escrito um pouco antes do seu falecimento.

Por causa de sua maneira doce de se expressar, John Gifford Bellett ganhou o apelido de "o rouxinol entre os Irmãos".

Faleceu no dia 10 de Outubro de 1864 - aproximadamente um ano depois da morte de sua amada esposa Mary Drury.

Relatam que nos seus últimos dias foi visitado por um de seus amigos, que o encontrou num estado de fraqueza física. As suas mãos estavam juntadas, lágrimas escorriam sobre o seu rosto, e ele [J.G. Bellett] disse:

John Gifford Bellett
John Gifford Bellett.
(1795-1864)
Ó meu caro Senhor Jesus, Tu sabes quão perfeitamente posso dizer juntamente com Paulo: partir e estar com Cristo é ainda muito melhor. Ó quanto melhor! Anseio por isso! Eles vêm e falam de uma coroa de glória - que se calem; falam de glórias, do céu - que se calem! Não desejo uma coroa! Eu tenho a ELE próprio, ELE próprio! Estarei com ELE próprio! Ah, estar com o Homem de Sicar, com Aquele que parou para chamar a Zaqueu, com o Homem de João 8, com o Homem que pendurou na cruz, com o Homem que morreu! Ó, estar com ELE ainda antes que as glórias, as coroas e o Reino se manifestem! É maravilhoso, maravilhoso! Sozinho com o Homem de Sicar, o Homem da porta de Naim; e estarei para sempre com ELE! Tirem essa cena triste, triste, onde Ele foi rejeitado e me deem a Sua presença! Ó, o Homem de Sicar!

Todo o ministério de J.G. Bellett foi direcionado para evitar afastamento e cumprir a exortação: "Tende paz entre vós" (Mc 9:50; 1 Ts 5:13). Que lembrança feliz se ata ao nome desse fiel homem de Deus, de quem pode-se dizer, que nada daquilo que disse ou escreveu causou divergências, mas que tudo servia para remover barreiras humanas e para fortalecer os corações no temor do Senhor.


FONTE:

Livro: "Os Irmãos" (Como são chamados) - Sua história e as verdades que professam.
Autor: Andrew Miller.
Editora: Depósito de Literatura Cristã - DLC. (Brasil).
Páginas: 175.

Wikipédia, a enciclopédia livre.

http://www.johndarby.org/.

http://www.plymouthbrethren.org/.

Watchman Nee

BIOGRAFIA CRISTÃ Nº 7: Nee To-Sheng (1903-1972), também conhecido como Watchman Nee, foi um chinês Escritor; Conferencista; Erudito; Biblicista; Eclesiologista; Localista; MonergistaDispensacionalista; Mestre Adenominacional; e Líder Restauracionista, reconhecido como uma das principais lideranças cristãs surgidas na China. Os seus escritos exercem influências em pastores e líderes cristãos no mundo inteiro e alavancaram o Movimento Restauração do Senhor.
"Eu [Jesus] Sou a videira, e vocês são os ramos. Quem está unido Comigo e Eu com ele, esse dá muito fruto porque sem Mim vocês não podem fazer nada." (João 15:5, NTLH, SBB).
"Ora, vocês são o Corpo de Cristo, e cada um de vocês, individualmente, é membro desse corpo. Assim, na igreja, Deus estabeleceu primeiramente apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, mestres; depois os que realizam milagres, os que têm dons de curar, os que têm dom de prestar ajuda, os que têm dons de administração e os que falam diversas línguas. São todos apóstolos? São todos profetas? São todos mestres? Têm todos dons de curar? Falam todos em línguas? Todos interpretam? / Entretanto, busquem com dedicação os melhores dons. Passo agora a mostrar-lhes um caminho ainda mais excelente." (1ª Coríntios 12:27-31, NVI, SBI).
"Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor." (1ª Coríntios 13:13, VRA, SBB).

Nee To-sheng
Watchman Nee.
(1903-1972)
Nee Shu-Tsu [Watchman Nee] nasceu em 1903 na China, e aos 17 anos de idade estudou no Trinity College.

Deus utilizou fortemente o ministério de uma evangelista chinesa - Dora Yu - para a sua conversão ao Protestantismo e para o seu aperfeiçoamento e edificação cristã.

Ele foi alcançado para o Evangelho de Cristo quando estava na cidade de Fuchow, na China. Depois de sua conversão, Nee Shu-Tsu [Watchman Nee] alterou o seu nome para Nee To-Sheng, pois existia entre os chineses de sua região o costume de trocar o nome sempre que acontecia um evento especial ou algo marcante em suas vidas. No caso do irmão Watchman Nee o evento especial foi a sua conversão ao Cristianismo.

Nee To-sheng
Watchman Nee.
(1903-1972)
Utilizou o nome em inglês "Watchman" (Sentinela) com o correspondente em chinês "To-Sheng" que significa "alarme de sentinela", pois considerava-se uma sentinela levantada por Deus para soar um alarme na noite escura chinesa. No ocidente, ficou mais conhecido como Watchman Nee.

Watchman Nee "recebeu profunda visão espiritual do propósito eterno de Deus e de Seu mover nos últimos tempos. Seu abundante ministério, por cerca de 30 anos, é reconhecido por todo o mundo como um símbolo de total fidelidade a Deus".

Watchman Nee
Watchman Nee.
(1903-1972)


Watchman Nee [Nee To-Sheng] é reconhecido como um dos principais líderes cristãos surgidos na China. Os seus ensinos iniciaram o movimento "Restauração do Senhor". "Suas palavras e obras têm sido usadas por Deus para trazer revelação e vida a milhares de cristãos sedentos em muitas partes do mundo, de tal maneira que dificilmente se encontrará um líder espiritual sério com Deus e com Sua Palavra que não tenha sido, de alguma forma, influenciado por seus livros".



Dora Yu
Dora Yu.
(1873-1931)
DORA YU

Entre os evangelistas que o Senhor levantou na China, havia uma jovem irmã cujo nome em inglês era Dora Yu e, em chinês, Yu Tzu-tu. Ela foi salva ainda bem jovem e, mais tarde, enviada por sua família à Inglaterra para estudar medicina. A caminho da Inglaterra, seu navio aportou em Marselha, no sul da França. Naquele momento, ela ganhou um pesado encargo e disse ao capitão que não poderia continuar a viagem e que teria de voltar para pregar o evangelho de Cristo. O capitão ficou perplexo, mas nada pôde fazer a não ser enviá-la de volta para a casa.
Ela saiu de casa, peregrinando pelas ruas e pregando o Senhor Jesus. Ninguém a assalariou. Ela simplesmente confiava no Senhor. Por meios supridos pelo Senhor, ela alugou uma loja num subúrbio de Xangai para a pregação do evangelho. A partir de então, foi convidada pelas denominações para realizar muitas reuniões de pregação do evangelho. Ela viajou extensivamente por muitas províncias fazendo a obra do evangelho, e tornou-se uma testemunha prevalecente para o Senhor. Ela continuou a pregar pelo resto de sua vida, levando centenas de pessoas ao Senhor [Jesus Cristo].
Em fevereiro de 1920, Dora Yu foi convidada para ir a Fuchow, capital da província de Fukien, onde pregou o evangelho num auditório metodista. Sua pregação foi tão convincente e cheia de poder que, depois de cada reunião, podiam-se encontrar fileiras de lágrimas no piso, devido ao choro da audiência. Muitos foram salvos. Entre os convertidos estava uma senhora chinesa muito culta, a mãe de Watchman Nee.

Assim começou a obra do Espírito Santo em Watchman Nee, ou seja, Deus começou trabalhando em sua família.


Mao Tse-tung
Mao Tse-tung.
(1893-1976)
MAO TSE-TUNG

Na primavera de 1920, a mesma estação do ano em que Watchman Nee converteu-se ao Cristianismo, um outro jovem chinês [somente dez anos mais velho que Watchman] estava concluindo sua conversão ao evangelho de Karl Marx. Mao Tse-tung, nascido numa família camponesa, havia participado poucos anos antes da Revolução do Povo. Ele tinha feito sua parte ajudando a defenestrar a Dinastia Imperial que havia controlado a China por séculos.
Assim como Mao procurava um mentor que pudesse ensinar-lhe a ideologia Marxista, o adolescente Watchman estava na busca de um guia que o instruísse nas questões da religiosidade. Mao Tse-tung procurou uma conexão política, que o ajudasse a prepará-lo para que um dia ascendesse à liderança do Partido Comunista da China. Watchman Nee orou a Deus para que lhe fosse enviado um crente maduro, que pudesse ensiná-lo acerca das profundas verdades da Palavra de Deus.
Mao encontrou um Ateísta militante, Chen Tu-hsiu, que mais tarde comandaria a perseguição aos cristãos, na condição de secretário geral do Partido Comunista. Juntos eles governariam a China com mão de ferro. Watchman encontrou uma Anglicana e missionária, Margaret Barber, e juntos, assentaram os alicerces da igreja cristã na China.


Margaret E. Barber
Margaret E. Barber.
(1866-1929)
MARGARET E. BARBER

Além da forte influência recebida através do ministério de Dora Yu em sua Escola Bíblica, Watchman Nee também foi ajudado e edificado pela senhorita Barber, uma missionária Anglicana que fora enviada para Fukien, na China.

Antes disso, a senhorita Barber entrou em contato com D.M. Pantom. O Sr. Pantom era um grande estudioso da Palavra e através do seu relacionamento ministerial com ele, Margaret Barber alcançou muita clareza espiritual. A missionária Margaret Barber conhecia o Senhor de maneira viva, pois O havia experimentado e praticava continuamente as lições da cruz. Viveu pela fé, pois não tinha qualquer meio externo de apoio financeiro.

"Por seu relacionamento com a senhorita Barber, Watchman Nee foi grandemente edificado e aperfeiçoado. Sempre que tinha um problema ou precisava de instrução ou fortalecimento espiritual, ia ter com ela". Ela o tratava como um jovem aprendiz e frequentemente administrava-lhe disciplina bíblica.


Watchman Nee e Austin-Sparks
Esquerda: Watchman Nee;
Direita: T. Austin-Sparks (1888-1971).
WATCHMAN NEE
E
THEODORE AUSTIN-SPARKS

T. Austin-Sparks foi um evangelista cristão inglês, enviado ainda garoto para viver na Escócia com os seus parentes. Ali recebeu e experimentou o evangelho de Cristo quando tinha aproximadamente 17 anos de idade, enquanto ouvia um grupo de jovens pregadores em Glasgow [lugar em que nasceu o Dr. Robert Kalley]. Em pouco tempo, Sparks estava dando o seu próprio testemunho.

Entre os vários livros que Austin-Sparks escreveu, no mínimo, três são considerados clássicos da literatura cristã: "A Escola de Cristo", "A centralidade e supremacia do Senhor Jesus Cristo" e "Vimos a sua Glória". O tema principal dos seus livros é a exaltação do Senhor Jesus Cristo.

Watchman Nee
Watchman Nee.
(1903-1972)
O ministério de T. Austin-Sparks alcançou a Europa, América do Norte e Ásia. Foi um importante conferencista ministrando várias conferências no Reino Unido, Estados Unidos, Suíça, Taiwan, Filipinas e outros países. Muitas das suas mensagens proferidas nessas reuniões foram gravadas e um grande número de áudio e livros estão disponíveis nos nossos dias. Ele insistiu que os seus escritos e mensagens não deveriam ser protegidos por direitos autorais, demonstrando um coração livre de ambições e avareza, por isso sua obra está disponível livremente até os dias de hoje.

Muitos dos que treinaram sob o seu ministério tornaram-se missionários e educadores cristãos. Laborou em estreita colaboração com vários líderes cristãos conhecidos no Reino Unido e em outros países: Bakht Singh da Índia; Roger Forster de Forest Hill; Stephen Kaung de Richmond, Virginia; Lance Lambert de Jerusalém, Israel; e Watchman Nee da China.

Dentre os livros de Watchman Nee, os livros de T. Austin-Sparks ocupavam os lugares mais importantes.


Bíblia
Bíblia Antiga.
MÉTODO DE LEITURA BÍBLICA

"Quase tudo o que ele aprendeu a respeito de Cristo, sobre as coisas do Espírito e sobre a história da igreja foi adquirido por intermédio do estudo da Bíblia e da leitura de livros escritos por homens espirituais".

Desde o início de sua jornada cristã, Watchman Nee estudou diligentemente a Bíblia. Vejamos os seus métodos de estudo:

1º Um estudo geral de todos os livros da Bíblia, em sequência, para adquirir uma visão global;

2º Estudo de um livro particular, tal como Gênesis, Daniel, Mateus, Romanos ou Apocalipse, para sondar as profundezas contidas naquela parte da Palavra;

3º Estudo de assuntos particulares, tais como: a superior aliança, as dispensações, a segunda vinda de Cristo, o reino e o arrebatamento, para apreender a esfera completa de certas verdades;

4º Estudo individual de palavras tais como: redenção, perdão, justificação, reconciliação, salvação, justiça e santidade, para aprender o significado básico de certas palavras cruciais;

5º Estudo de tipos, como o tabernáculo, o altar, a arca, o templo e as ofertas, para ganhar um retrato claro de Cristo, da igreja e das coisas espirituais;

6º Estudo de alegorias, como Sara e Agar (Gl 4:24), o poço de Jacó (Jo 4:12-14) e os rios de água viva (Jo 7:38), para perceber o significado de tais assuntos espirituais;

7° Estudo de parábolas, como as sete parábolas em Mateus 13, a parábola das dez virgens e a parábola dos talentos, para entender as profundezas desses mistérios;

8º Estudo de números, como o número 3, 5, 7, 8 e 12, para entender seu significado na Bíblia;

9º Estudo de profecias, tais como: as profecias a respeito de Israel, a respeito da igreja e a respeito dos gentios, para entender a verdade na Bíblia referente às eras;

10º Estudo da vida de certos personagens bíblicos, como Abraão, Davi, Daniel, Pedro e Paulo, para aprender a partir do exemplo da vida deles registrado nas Escrituras;

11º Estudo da história de Israel e da igreja, para ver como Deus administra em Seu governo;

12º Estudo de salmos e de cânticos para aprender a louvar e a orar;

13º Estudo comparativo de uma porção da Bíblia com outra similar ou não similar;

14º Estudo referindo-se ao texto original hebraico ou grego para obter o significado preciso de determinada palavra ou frase;

15º Estudo usando os escritos de outras pessoas, para receber sua ajuda, inspiração e ponto de vista equilibrado;

16º Estudo para adquirir conhecimento e receber luz da Bíblia. Ele usava um exemplar da Bíblia para fazer anotações e observações com essa finalidade;

17º Estudo para vida, visando receber o pão diário para a vida espiritual. Com tal finalidade, ele usava outra Bíblia, sem nenhuma anotação ou observação, para que pudesse receber nova luz para suprimento espiritual;

18º Estudo feito pela leitura dinâmica, para estar familiarizado com a Bíblia. Em torno dos vinte anos, ele lia o Novo Testamento inteiro cada semana, durante todo o ano, perfazendo 48 leituras aproximadamente por ano;

19º Estudo mediante uma leitura lenta para meditar em certas porções da Palavra;

20º Estudo pela memorização de certos versículos ou passagens cruciais a fim de armazenar a Palavra no coração para as necessidades constantes e momentâneas.


Livros Evangélicos
Livros Cristãos.
LEITURAS DE LIVROS ESPIRITUAIS

Watchman Nee não foi apenas um excelente estudioso da Bíblia, mas também um leitor estudioso de livros espirituais. Ele foi maravilhosamente agraciado com a capacidade de selecionar, compreender, discernir e memorizar material adequado. Ele podia facilmente captar os assuntos de um livro numa olhadela. Lendo publicações cristãs, ele não apenas foi ajudado a receber luz e vida espirituais como também se tornou conhecedor da história da igreja e do cristianismo no mundo ocidental. Por intermédio de Margaret Barber, ele se familiarizou com os livros de D.M. PantonRobert GovettG.H. PemberJessie Penn-LewisT. Austin-Sparks e outros. Ele também colecionou os escritos dos mestres entre os Irmãos Unidos, tais como John Nelson DarbyWilliam Kelly e C.H. Mackintosh. Além desses, ele também reuniu os escritos de muitos outros. No início de seu ministério, ele gastava um terço da sua renda com necessidades pessoais, um terço para ajudar os outros e o terço restante para comprar livros.

Watchman Nee
Watchman Nee.
(1903-1972)
Mao Tse-tung estudava com entusiasmo MarxHegel e Nietzche. No entanto, soberanamente, um jovem chamado Watchman Nee meditava cuidadosamente sobre as vidas de John BunyanAndrew Murray e sobre a Bíblia. Duas mentes jovens motivadas com sede de aprendizado, em trajetórias distintas - com o destino da China em jogo.

Dessa maneira, ele reuniu quase todos os escritos clássicos a partir do primeiro século em diante. Ele adquiriu uma coleção de mais de três mil dos melhores livros cristãos, que incluíam livros sobre a história da igreja, biografias e autobiografias de cristãos proeminentes e as mensagens centrais e comentários de escritores espirituais. Aos vinte e três anos, seu quarto estava quase totalmente cheio de livros. Havia livros no chão e uma fileira de livros de cada lado de sua cama, deixando apenas um espaço estreito no meio para deitar-se.
Watchman Nee
Watchman Nee.
(1903-1972)
"Nunca encontrei um servo do Senhor tão equilibrado como o irmão Watchman Nee. Ele é rico em vida e também rico em conhecimento. Ele conhece e ama o Senhor e também conhece e ama a Bíblia. Ele conhece  a Cristo e também conhece a igreja. Ele é por Cristo e também é pela igreja. Portanto, seu ministério tem sido sempre equilibrado por dois aspectos: o espiritual e o prático. (...). As mensagens sob o ponto de vista espiritual estão principalmente relacionadas com a questão da vida espiritual, enquanto as do ponto de vista prático estão totalmente relacionadas com a prática da vida da igreja, isto é, a maneira de ser praticada a vida da igreja. (...). O irmão Nee, contudo, é adequadamente equilibrado nessas duas questões. Ele não apenas tem o comissionamento da vida espiritual, mas também tem o encargo da prática da vida da igreja. Ele tem uma visão clara de ambos, e ele é fiel ao Senhor pela vida espiritual e também honesto ao Seu povo em relação à prática da vida da igreja. (...). Alguns acham que a cidade como base é algo do ensinamento dos Irmãos Unidos, e que adotamos este tipo de ensinamento deles. Na verdade, os Irmãos Unidos nunca viram a base da cidade e nunca usaram o termo "a base da unidade". (...). A cidade como base não foi descoberta por nós até 1937, e isto por intermédio do irmão Nee. Mesmo em 1934 o irmão Nee só havia descoberto o limite de uma igreja, o qual é o limite da cidade dentro da qual a igreja está situada. (...). Finalmente, ele descobriu que o Novo Testamento revela claramente que o limite de uma igreja é o limite da cidade, na qual está a igreja. Imediatamente após sua nova descoberta, o irmão Nee deu uma série de mensagens sobre este assunto (...). Estou relatando um pouco da história, apenas para deixar claro que a cidade como base é uma nova descoberta, é outro item da restauração do Senhor nos últimos dias, por intermédio do irmão Nee, e não algo da restauração por meio dos Irmãos Unidos. (...).Witness Lee.


China Comunista
China Comunista.
SEUS ÚLTIMOS ANOS

No verão de 1966, na mesma época em que os Beatles faziam sucesso na Europa com "Sergeant Pepper", o pastor Martin Luther King Jr. marchava pelas ruas de Chicago reivindicando liberdade irrestrita para os negros em todo os Estados Unidos, e no Brasil, ao ritmo da bossa nova, a ditadura militar começava sua perseguição aos intelectuais e artistas engajados; a figura esquálida de um chinês jazia encolhida no chão frio e úmido, de uma cela de apenas 1,35m x 2,85m, infestada de ratos, localizada nos subúrbios de Shanghai. Após quatorze anos de sofrimentos e as mais cruéis tentativas de dissuadi-lo a parar de pregar e ensinar sobre Jesus Cristo, Watchman Nee estava com o corpo todo fraturado, pesava menos de 37 quilos, apesar de seus 1,80m de altura, mas sua alma estava forte, sadia e exultante. Ainda podia balbuciar hinos e trechos bíblicos que proliferavam em sua memória, desde que lhe arrancaram seu querido exemplar da Bíblia, ao chegar à prisão.

"Watchman Nee foi vítima de toda espécie de ardis, traições e calúnias. Entretanto, em seus anos de silêncio e após sua morte, tem levado milhões de pessoas ao conhecimento de Jesus".

No ano de 1972, o irmão Nee entrou no regozijo eterno. Ele deixou um pedaço de papel debaixo do seu travesseiro na prisão com várias linhas de palavras grandes escritas com uma mão trêmula. Ele queria testificar a verdade que ele havia experimentado por toda a sua vida, até mesmo na hora da sua morte. Esta verdade é - "Cristo é o Filho de Deus que morreu pela redenção dos pecadores e ressuscitou depois de três dias. Esta é a maior verdade do universo. Eu morro por causa da minha crença em Cristo - Watchman Nee".


FONTE:

Livro: Watchman Nee - Um homem de Deus.
Autor: Charles W. Hiang.
Editora: Abba Press. (Brasil).
Páginas: 176.

Livro: Biografia de Watchman Nee - O testemunho de um homem que viu a revelação divina nesta era.
Autor: Witness Lee.
Editora: Árvore da Vida. (Brasil).
Páginas: 350.

Livro: A Ortodoxia da Igreja.
Autor: Watchman Nee.
Editora: Árvore da Vida. (Brasil).
Páginas: 110.

Livro: Não ameis o Mundo.
Autor: Watchman Nee.
Editora: Dos Clássicos. (Brasil).
Páginas: 142.

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George Müller

BIOGRAFIA CRISTÃ Nº 6: Johann Georg Ferdinand Müller (1805-1898), também conhecido como George Müller, foi um alemão Teólogo; Evangelista Adenominacional; Missionário; e Diretor de Orfanatos. Foi integrante do Movimento Irmãos Unidos, também conhecido como Irmãos de Plymouth, Assembleia dos Irmãos em Portugal, Casa de Oração no Brasil, ou simplesmente Os Irmãos.
"Eu [Jesus] Sou a videira, e vocês são os ramos. Quem está unido Comigo e Eu com ele, esse dá muito fruto porque sem Mim vocês não podem fazer nada." (João 15:5, NTLH, SBB).
"Ora, vocês são o Corpo de Cristo, e cada um de vocês, individualmente, é membro desse corpo. Assim, na igreja, Deus estabeleceu primeiramente apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, mestres; depois os que realizam milagres, os que têm dons de curar, os que têm dom de prestar ajuda, os que têm dons de administração e os que falam diversas línguas. São todos apóstolos? São todos profetas? São todos mestres? Têm todos dons de curar? Falam todos em línguas? Todos interpretam? / Entretanto, busquem com dedicação os melhores dons. Passo agora a mostrar-lhes um caminho ainda mais excelente." (1ª Coríntios 12:27-31, NVI, SBI).
"Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor." (1ª Coríntios 13:13, VRA, SBB).

George Müller
George Müller.
(1805-1898)
O conhecido "Pai dos Órfãos de Bristol" nasceu no dia 27 de Setembro de 1805 na cidade de Kroppenstedt, na Alemanha. O seu pai ministrou uma educação semelhante com a forma aplicada nos nossos tempos, ou seja, mimou excessivamente George Müller. O resultado era esperado - George ficou mentiroso, caloteiro, beberrão - já na meninice.

Depois de vivenciar uma juventude sem Deus e no caos, ele foi estudar Teologia Protestante na Universidade Martin Luther de Halle-Wittenberg. Durante os seus estudos na cidade de Halle an der Saale, na Alemanha, ele alcançou um encontro verdadeiro com Deus através de uma simples reunião caseira de pessoas salvas. Tudo isso foi possível, porque um colega superou a vergonha e foi instrumento de Jesus para convidar George para a reunião. A eternidade de Müller mudou, sua vida foi tocada e seu caráter transformado. Agora ele orava muito, lia a Palavra de Deus e amava todos os crentes em Jesus, os mesmos crentes de quem tanto zombou.

Henry Craik
Henry Craik.
(1805-1866)
Desta forma, logo despertou no seu coração o desejo missionário. Na primavera do ano de 1829 foi para Londres e foi instruído pelo professor Tholuck através da "Sociedade para a Missão Judaica". Durante uma estadia na cidade de Teighnmouth, na Inglaterra, ele conheceu Henry Craik que durante muitos anos foi seu amigo e cooperador.

Henry Craik foi um escocês hebraísta, ou seja, especialista em hebraico, bem como teólogo e pregador. Foi tutor da família de Anthony Norris Groves.

Anthony Norris Groves
Anthony Norris Groves.
(1795-1853)
Anthony Norris Groves é considerado como "pai da fé nas missões". Norris Groves escreveu a primeira missão protestante de língua árabe para os muçulmanos, bem como morou em Bagdá. Groves nutriu estreito relacionamento com um grupo de amigos que se tornaram líderes no movimento dos "Irmãos Unidos" (Irmãos de Plymouth), entre esses líderes estavam John Nelson Darby (1800-1882), John Vesey Parnell (1805-1883) e George Müller.

A influência de Norris Groves sobre George Müller o levou a sujeitar todas as circunstâncias de sua vida à vontade de Deus.

Algum tempo depois de sua volta de Londres, George Müller seguindo as influências de Norris Groves, expressou seus sentimentos de trabalhar na obra do Senhor sem salário regular provindo da "Sociedade para a Missão Judaica", mas recebeu uma resposta gentil, porém negativa da sociedade que por fim o dispensou.

No início do ano de 1830, ele retornou para Teignmouth e ficou na condição de pregador em uma pequena comunidade Batista. No verão do mesmo ano, através dos estudos da Palavra de Deus, concluiu que é bíblico o partir do pão a cada domingo, bem como entendeu ser importante que todos os irmãos participassem da reunião usando os dons dados por Cristo no ministério da Palavra. Quando concluiu 25 anos de idade, decidiu que nunca mais receberia um salário fixo de qualquer obra cristã, mas confiaria exclusiva e unicamente em Deus. Tal decisão foi muito difícil, porque a comunidade constava apenas com 18 membros.

Em 07/10/1830 casou com Mary Groves, irmã de Anthony Norris Groves. Ela permaneceu como uma fiel companheira durante os próximos 40 anos, até que faleceu em 06/02/1870. Dessa união matrimonial nasceram quatro filhos. Futuramente, sua filha Lydia casaria com o seu colaborador James Wright. No ano de 1873, aproximadamente, George Müller casou com Susanne Grace Sanger, uma crente que a família Müller já conhecia há 25 anos.

Bristol
A cidade de Bristol, na Inglaterra, enfrentava uma situação deplorável, o que favoreceria o labor missionário de George Müller.

Depois de muitas orações e um exame perscrutador dos amigos Henry Craik e George Müller, eles resolveram mudar para Bristol em maio de 1832. Nessa cidade, Henry Craik assumiu a capela "Gideão" e George Müller assumiu a maior, porém, vazia capela "Bethesda". Nesses lugares praticaram as verdades conhecidas e as reuniões eram simples. George escreveu em seu diário: "sem estatuto algum, somente com o desejo de agir conforme agradasse ao Senhor, esperando luz por meio de Sua Palavra".

Embora essa comunidade mantivesse algumas características eclesiásticas, ainda assim aprovava os princípios praticados em outras localidades pelos crentes pertencentes ao movimento dos "Irmãos Unidos". Assim como os "Irmãos Unidos", essa comunidade valorizava a autoridade da Palavra de Deus e a separação do mundo; o partir do pão [ceia do Senhor] todos os domingos; bem como em consideração à Bíblia, todos ficavam submissos à direção do Espírito Santo. Embora, George Müller e Henry Craik fossem conhecidos como líderes espirituais e pregadores da pequena assembleia, eles não eram pregadores empregados, bem como não recebiam salários fixos.

John Nelson Darby
John Nelson Darby.
(1800-1882)
John Nelson Darby, no mês de outubro do ano 1832, realizou sua primeira visita na assembleia dos irmãos liderados por George MüllerHenry Craik. Em uma carta datada do dia 15 de outubro, Darby relatou a experiência: "Pregamos em ambas as capelas. O Senhor está operando ali uma obra notável e, assim espero, que os nossos amados irmãos Müller e Craik serão ricamente abençoados ali.". Naqueles anos, o trabalho em Bristol foi ricamente abençoado. O pequeno grupo de salvos cresceu rapidamente, tanto que os crentes que frequentavam as duas capelas foram unidos no ano de 1837, perfazendo 668 pessoas em 1844.

Sangue de Jesus
"... mantemos comunhão uns com os outros,
e o sangue de Jesus, seu Filho,
nos purifica de todo pecado.".
I João 1:7b.
Segundo a soberania de Deus, George Müller seguiu caminho diverso do irmão John Nelson Darby. O movimento "Irmãos Unidos" foi multiplicado em dois seguimentos: "Irmãos Fechados" encabeçado por J.N. Darby e "Irmãos Abertos" ou "Neutros" liderado por George Müller.

O novo lema da bandeira dos Irmãos "Abertos" ou "Neutros" era: "O sangue do Cordeiro é a unidade dos santos". Certamente não poderia haver unidade sem o precioso sangue do Cordeiro imaculado de Deus. Para os "Irmãos Fechados", o sangue do Cordeiro é a base de paz. Eles entendiam que a base da unidade ou centro da unidade era o Cristo ressurreto e glorificado. Depois surgiu outro movimento, a saber, "Restauração do Senhor" liderado por Watchman Nee que entende que a unidade dos crentes é vista através da base da localidade, ou seja, através da igreja local inominada e adenominacional.

Os "Irmãos Abertos" não excluíam da comunhão os cristãos que reuniam nos grupos denominacionais, mesmo que os seus líderes fossem biblicamente errados. Eles praticavam os versículos bíblicos: Romanos 14:4a - "Quem és tu, que julgas o servo alheio?" [Bandeira do Blog] e Colossenses 3:13a - "Suportai-vos uns aos outros". Distinguiam os líderes dos seguidores, presumindo que os seguidores nem sempre compartilham conscientemente das ideias dos líderes.

Desta forma, vemos três posicionamentos:

  1. Os crentes são unidos através do Sangue de Jesus;
  2. Os crentes desfrutam unidade no Cristo ressurreto e glorioso; e
  3. Os crentes demonstram a unidade para a sociedade na cidade em que moram, ou seja, não através da "igreja universal", mas da "igreja local".

Hoje, nós somos muito ajudados por todos esses posicionamentos. Mesmo aqueles que frequentam os grupos denominacionais são ajudados na reflexão sobre o sistema religioso existente no cristianismo. George Müller expressou o valor do Sangue de Jesus; J.N. Darby apontou o Cristo glorioso; e Watchman Nee indicou a importância da localidade nos planos de Deus.

No Brasil, o movimento dos "Irmãos Unidos" é expresso nos locais de reunião com a terminologia "Casa de Oração", já em outros países é conhecido como "Assembleia dos Irmãos".

George Müller
George Müller.
(1805-1898)
Müller "antes de falecer, disse que lera a Bíblia inteira cerca de duzentas vezes; cem vezes o fez estando de joelhos".

A Bíblia não era apenas um livro de cabeceira que lemos antes de dormir, mas um livro para toda a sua vida. Tal livro dos livros foi a fonte de toda a sua inspiração, bem como o segredo do maravilhoso crescimento espiritual que alcançou.

"O que pode acontecer a um homem comum que confia num Deus extraordinário? George Müller descobriu possibilidades infinitas!".

"Decidiu abrir orfanatos para cuidar de centenas de crianças, dependendo unicamente da resposta de Deus para suprir todas as necessidades".

A força de sua vida abençoada estava na simplicidade de sua fé em Deus e em Sua Palavra. George amava a Palavra contida na Bíblia.


Orfanato
Orfanato nº 3 em Bristol
Responsabilidade de George Müller.
ORFANATOS

Em 1834 fundou juntamente com Henry Craik a "Instituição para a Propagação do Conhecimento das Escrituras na Inglaterra e no Exterior", cuja finalidade era a fundação de escolas cristãs, a divulgação das Sagradas Escrituras, bem como o apoio para as missões baseadas na fé. No início do ano de 1835, embora não recebessem nenhum apoio financeiro de incrédulos nem fizessem empréstimos, já estavam com cinco escolas ativas e os funcionários eram todos salvos.

Embora fossem escassos os recursos financeiros, bem como inexistisse renda regular, entregou tudo que possuía para os pobres.

Em 1833, durante todas as manhãs andava nas ruas da cidade de Bristol e chamava as crianças pobres para fornecer um pedaço de pão e instrução na leitura da Bíblia. Também realizava o mesmo procedimento com os adultos.

George Müller tinha uma visão muito clara sobre a interligação da oração com uma vida de santidade, assim procurou demonstrar esse princípio através das suas pregações e de seus escritos.

"A coragem de Müller e sua dependência total do Pai celeste irão inspirar você a confiar no Deus dos impossíveis em todas as áreas de sua vida. Afinal, Ele faz muito mais do que podemos imaginar. Ontem, hoje e sempre!".

Hoje reconhecemos o irmão George Müller como um dos maiores exemplos de fé e oração dentro da História da Igreja.

Orfanato
Crianças no Orfanato.

"Qual o segredo de suas vitórias? Como um homem humilde tornou-se um crente tão consagrado e um obreiro tão bem-sucedido? Como conseguiu de Deus o sustento para vários orfanatos, sem jamais comentar com terceiros as necessidades da obra?".


George Müller
Crianças no Orfanato.

Müller foi um homem usado por Deus como um instrumento para demonstrar o "território da oração" para nossa sociedade gelada de coração, egocêntrica e calculista, e principalmente para despertar o Ministério de Oração da Igreja.


George Müller
Crianças no Orfanato.

"Sete milhões e quinhentos mil dólares foram enviados como resposta de oração, para o sustento de mais de 9 mil órfãos, sem jamais ter pedido a alguém um centavo sequer. Tudo vindo em resposta a orações confiantes.".


SUAS VIAGENS

Viagens Missionárias
George Müller fez diversas viagens no continente europeu. Visitou a Alemanha durante os anos de 1840-1841. Na sua velhice também realizou diversas viagens missionárias no período de 1875-1892. Essas viagens foram para a Europa, Ásia, América, África e Austrália. Nessas viagens pregou o evangelho de maneira clara e simples, conduzindo muitas almas para Cristo, bem como instruiu sobre o uso da Bíblia e a interpretação das verdades sagradas. Também apontou o caminho para o amor fraternal, a genuína fé salvífica, a esperança acerca da volta de Jesus Cristo como Senhor e Rei, bem como a necessidade de separação do mundo.


SUAS PALAVRAS:

O grande ponto é nunca cansar de orar antes de receber a resposta. Tenho orado cinquenta e dois anos, diariamente, por dois homens, filhos de um amigo da minha mocidade. Não são ainda convertidos, porém espero que o venham a ser. Como pode ser de outra forma? Há promessas inabaláveis de Deus e sobre elas eu descanso.
Procuro a vontade do Espírito de Deus por meio da sua Palavra. É essencial que o Espírito e a Palavra acompanhem um ao outro. Se eu olhar para o Espírito sem a Palavra, fico sujeito, também, a grandes ilusões.

Quando alguém lhe indagou a respeito do segredo dos seus êxitos, ele respondeu, curvando-se até quase tocar o chão:

Veio um dia em que eu morri, morri completamente, morri para George Müller, suas opiniões, preferências, gostos e vontade; morri para o mundo - sua aprovação ou censura; morri para a aprovação ou censura até dos meus irmãos e amigos; e, desde aquele dia, tenho me esforçado somente por apresentar-me diante de Deus aprovado.

No dia 10 de março de 1898, no período matutino, foi repentinamente chamado para o Lar em Cristo. No dia anterior ocupou o seu tempo com a "reunião de oração". A sua morte foi inesperada e sem dores. Quando o seu testamento, foi verificado constatou que sua fortuna era apenas o mobiliário de seu apartamento. Embora tivesse passado em suas mãos o montante de sete milhões e quinhentos mil dólares em nenhum momento furtou qualquer valor, todos os seus recursos e forças foram para Cristo e Seu reino, bem como para o próximo.


FONTE:

Livro: "Os Irmãos" (Como são chamados) - Sua história e as verdades que professam.
Autor: Andrew Miller.
Editora: Depósito de Literatura Cristã - DLC. (Brasil).
Páginas: 175.

Livro: George Müller - Um dos maiores exemplos de fé e oração da história da igreja.
Autor: Jack Manley.
Editora: Betânia. (Brasil).
Páginas: 71.

Livro: George Müller - Homem de Fé a quem Deus deu milhões.
Autor: Carlos R. Parsons.
Editora: Shedd Publicações. (Brasil).
Páginas: 47.

Livro: George Müller - O triunfo da fé no sobrenatural.
Autor: Faith Coxe Bailey.
Editora: Vida. (Brasil).
Páginas: 167.

Livro: Heróis da Fé - Vinte homens extraordinários que incendiaram o mundo.
Autor: Orlando Boyer.
Editora: Casa Publicadora das Assembleias de Deus - CPAD. (Brasil).
Páginas: 246.

Wikipédia, a enciclopédia livre.

Robert Kalley

BIOGRAFIA CRISTÃ Nº 5: Robert Reid Kalley (1809-1888), também conhecido como Robert Kalley ou simplesmente Dr. Kalley, foi um escocês Médico; Pastor Congregacionalista; Evangelista; e Missionário.
"Eu [Jesus] Sou a videira, e vocês são os ramos. Quem está unido Comigo e Eu com ele, esse dá muito fruto porque sem Mim vocês não podem fazer nada." (João 15:5, NTLH, SBB).
"Ora, vocês são o Corpo de Cristo, e cada um de vocês, individualmente, é membro desse corpo. Assim, na igreja, Deus estabeleceu primeiramente apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, mestres; depois os que realizam milagres, os que têm dons de curar, os que têm dom de prestar ajuda, os que têm dons de administração e os que falam diversas línguas. São todos apóstolos? São todos profetas? São todos mestres? Têm todos dons de curar? Falam todos em línguas? Todos interpretam? / Entretanto, busquem com dedicação os melhores dons. Passo agora a mostrar-lhes um caminho ainda mais excelente." (1ª Coríntios 12:27-31, NVI, SBI).
"Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor." (1ª Coríntios 13:13, VRA, SBB).

Robert Kalley
Robert Reid Kalley.
(1809-1888)
Robert Reid Kalley nasceu em Mount Florida, Glasgow, na Escócia. Filho de família bem sucedida, seu pai era um rico mercador. Robert frequentou primeiro a Rennie School, depois foi para a Glasgow Grammar School e, finalmente, com apenas dezesseis anos, foi matriculado no curso de Artes na Glasgow University. Seus estudos incluíam retórica, latim e grego avançados. Depois matriculou-se no Laboratório Farmacêutico vinculado à Glasgow Royal Infirmary, recebendo seu diploma em 1827. Dois anos mais tarde, especializou-se em Farmácia e Cirurgia pela Glasgow Faculty of Medicine and Surgery. Alguns anos depois, em 1838, conseguiu seu diploma na Glasgow University.

Foi Ativista Ateu, não acreditando na existência de um ser Eterno, Criador e Sustentador do universo. Fervorosamente combatia os religiosos, transmitindo as suas convicções do Ateísmo. No entanto, alguns dos seus pacientes testemunharam com realidade acerca da Fé Cristã, despertando no seu coração interesse por livros do Cristianismo.

Em 1845, declarou: "Eu era um ateu, e me deleitava na frieza, na escuridão, na sensação de declarar abertamente minha descrença. Quando descobri, digo-o para a minha satisfação, que há um Deus e que este livro [Bíblia] vem de Deus".

Sarah Poulton Kalley nasceu em 25 de Maio de 1825. Foi ótima aluna e seus estudos englobavam aulas de piano, pintura, poesia e idiomas. Demonstrou muita habilidade para o ensino, assumindo algumas classes da Escola Bíblica Dominical em Torquay.

Sarah Kalley
Sarah Poulton Kalley.
(1825-1907)
A personalidade do Dr. Kalley impressionou a senhorita Sarah que ouvira sobre o trabalho cristão desenvolvido por Robert Kalley na Ilha da Madeira em Portugal. A impressão e simpatia culminou no casamento do casal Kalley no  dia 14 de Dezembro de 1852.

Robert e Sarah Kalley chegaram ao porto do Rio de Janeiro, no dia 10 de maio de 1855. Dr. Robert era chamado por seus opositores de "herege leitor da bíblia", "intruso" e, ainda, "lobo em meio às ovelhas" - o Lobo da Escócia. No entanto isso não o intimidava, pelo contrário, ele manteve "o grande objetivo de todo cristão": a pregação da verdade do evangelho para a salvação das almas. "O cristão deve viver por isso, e, se preciso, morrer por isso". Assim, através da pregação do Dr. Kalley, o Brasil foi finalmente apresentado à cruz de Cristo. Ele era humilde e manso de coração quando seus interesses pessoais eram ameaçados; mas lutava energicamente como um leão, quando os interesses do Senhor e do Seu reino sofriam ataques.


Bandeira Real do Brasil
Bandeira Real do Brasil (1822).
O governo do Brasil Império proibiu o Dr. Kalley de ministrar pregações aos brasileiros. Tal decisão foi influenciada pela Igreja Católica Romana. A liderança Católica brasileira invocava o quinto artigo da Constituição de 1824, considerando que o país era por direito uma possessão da Igreja Católica. Este direito estava estampado na primeira página da Constituição do Império do Brasil: "A Religião Catholica Apostolica Romana continuará a ser a Religião do Imperio".


Bandeira Imperial do Brasil
Bandeira Imperial do Brasil (1822-1889).
As dificuldades para a pregação do evangelho salvífico pelos Protestantes eram abundantes. O Dr. Kalley foi proibido de pregar publicamente para os brasileiros e restringido a ministrar cultos domésticos apenas para os estrangeiros. Estavam descartadas as possibilidades da participação dos brasileiros, pois as mensagens evangélicas poderiam ser pregadas livremente apenas nos lares dos estrangeiros e no idioma do proprietário da residência. Kalley pregava ousadamente a Palavra de Deus nas ruas ensolaradas do Rio de Janeiro, mesmo perante tantas perseguições e obstáculos aparentemente intransponíveis.



Dom Pedro II
Dom Pedro II.
(1825-1891)
DOM PEDRO II

Alcunhado (apelidado) como o Magnânimo, foi o segundo e o último monarca do Império do Brasil. Reinou no país durante um período de 58 anos. Nascido no Rio de Janeiro, foi o filho mais novo do Imperador Dom Pedro I do Brasil, também conhecido como Dom Pedro IV de Portugal e da Imperatriz Maria Leopoldina de Áustria, e portanto, membro do ramo brasileiro da Casa de Bragança. Foi coroado em 18/07/1841 e sua herdeira na sucessão foi Isabel, Princesa Imperial do Brasil. Dom Pedro II morreu com 66 anos na França.

Robert Kalley enquanto permaneceu no Brasil, "manteve laços de amizades com vários membros da realeza, até quando enfermo, foi visitado em sua mansão, pelo imperador D. Pedro II, um encontro de dois intelectuais no dia 6 de março de 1860. D. Pedro II era assíduo leitor da Bíblia e nutria um desejo sagrado de visitar a Terra Santa. Dr. Kalley, lia e ensinava a Bíblia e por um período de quase três anos de sua vida ministerial residiu na Palestina. Suas palavras sobre a Terra Santa, empolgavam ainda mais o forte interesse de D. Pedro II em visitar aquela região, berço do cristianismo".


Em 1876, dezesseis anos depois, acompanhado de uma enorme comitiva e guiado pelo frei franciscano Liévin de Hamme, Dom Pedro II, então com 51 anos, realizou a sua sonhada viagem à Terra Santa. O Imperador, D. Pedro II foi o primeiro dirigente na história do Brasil a visitar o Oriente Médio. A áurea - ou felicidade do segundo dirigente, coube ao petista pernambucano Luiz Inácio Lula da Silva que esteve no Oriente Médio em dezembro de 2003. Como bom caixeiro viajante, o presidente Lula esteve na Síria, Líbano, Emirados Árabes, Egito e Líbia. Entre a visita de D. Pedro II e Luiz Inácio Lula da Silva, se passaram 127 anos!


Durante sua viagem histórica: "Dom Pedro II visitou o campus de Harvard em junho de 1876 e jantou em companhia, entre outros, de Henry Longfellow [poeta estadunidense] e Ralph Waldo Emerson [filósofo e poeta estadunidense]. Longfellow mais tarde comentou que o imperador brasileiro estava interessado em conhecer o mundo não como rei, mas como um simples viajante".


Senador José Martins
José Martins de Cruz Jobim.
(1802-1878)
Todos os contatos que a família Kalley sustentara, foram importantes para o progresso da fé evangélica protestante, senão vejamos, além da cordialidade existente com a família real, os Kalley influenciaram o  Legislativo através do bom testemunho que manifestavam em suas vidas.

O Senador José Martins de Cruz Jobim propôs no Parlamento que a completa liberdade religiosa fosse garantida e que os oponentes fossem acusados de crime. No caloroso debate que se seguiu, ele definiu sua crença: "Eu não acredito em nada além do que Cristo ensinou; e, quanto a todas as outras coisas, tenho grandes dúvidas, e não as considero de qualquer importância".

Rio de Janeiro
Ilustração do Rio de Janeiro.
Na época de 1855, "a cidade do Rio de Janeiro tinha uma população estimada em 300 mil habitantes. Havia 50 igrejas e capelas católicas onde a população desfilava a cada manhã de domingo. [Família Kalley] Orientados pela leitura do livro do reverendo Kidder, fixaram morada em Petrópolis, opção pelo clima e pela aproximação com à Corte Brasileira".

Rio de Janeiro
Cartografia do Rio de Janeiro no Império.


Palácio Imperial de Petrópolis
Palácio Imperial de Petrópolis-RJ, Brasil.
Na cidade serrana de Petrópolis, os Kalley alugaram a mansão Gernheim, onde residira Mr. Webb, embaixador dos Estados Unidos. "Gernheim" é a expressão germânica para "lar muito amado". Neste lar muito amado, Sarah Kalley organizou a primeira Escola Bíblica Dominical permanente no Brasil, iniciada no dia 19 de agosto de 1855. Desta forma nasceu a Igreja Evangélica Brasileira em meio às provações e sofrimentos do evangelismo diante do contexto político-social no ano de 1855.


Robert Kalley
Casal Kalley.
Robert Kalley faleceu em Edimburgo, em 17 de janeiro de 1888, aos 79 anos. O labor deste homem de Deus findou nesta terra. Jesus Cristo, o Senhor deste servo o convocou para a eternidade, agora para ser rei e sacerdote (1 Pedro 2:9 e Apocalipse 20;6b) eterno de Deus. O serviço fúnebre foi conduzido por seu amigo Hudson Taylor, outro gigante das missões mundiais.

Que sejamos achados como bons servos de Jesus Cristo, como aqueles que demonstram fidelidade e prudência no serviço Santo de nosso Deus.


BRASIL ATUALMENTE:

Bandeira Republicana do Brasil
Bandeira Republicana do Brasil (1889).
Nós brasileiros somos gratos aos pioneiros do evangelho, aos homens que deixaram o conforto de suas nações, o aconchego de suas famílias, a estabilidade de suas vidas, simplesmente, para atenderem ao sublime chamado de Cristo de apregoar as boas novas para todas as criaturas.

Hoje não devemos ser soberbos, não seremos nós que vamos ganhar o mundo inteiro, pelo contrário, homens do mundo inteiro vieram até nós para anunciar o Evangelho de Jesus Cristo.

Marcha para Jesus
"Marcha para Jesus" no Rio de Janeiro, Brasil.
Movimento Evangélico.
Face o exposto, qual é a nossa postura?

Devemos honrar o labor dos nossos irmãos do passado vivenciando a Palavra intensamente em nossas vidas. Que a Bíblia seja o objeto mais precioso do nosso viver. Busquemos a santidade sem a qual ninguém verá a Deus e corramos para o alvo que é a manifestação do Reino dos Céus de nosso Senhor Jesus Cristo. Vivamos um santo proceder que provoque em nós o domínio majestoso do nosso Rei Jesus em nosso espírito humano.

Marcha para Jesus
"Marcha para Jesus" no Rio de Janeiro, Brasil.
Movimento Evangélico.
Proclamaremos?

Sim! Mas, não com um coração arrogante como se nós fossemos os pioneiros, pelo contrário, anunciaremos as boas novas com o coração humilde, sabendo que as multidões cristãs que hoje ocupam os eventos evangélicos nos grandes estádios de futebol do Brasil, bem como aquelas que manifestam o seu amor nas "Marchas para Jesus" não são o fruto apenas do nosso labor cristão, mas são as ramificações das diversas sementes lançadas no território brasileiro desde o período do Brasil Colonial e Imperial.

Rio de Janeiro
Rio de Janeiro, Brasil.


FONTE:

Livro: Jornada no Império - Vida e Obra do Dr. Kalley no Brasil.
Autor: William B. Forsyth.
Editora: Fiel. (Brasil).
Páginas: 254.

Livro: A Bíblia no Brasil Império - Como um livro proibido durante o Brasil Colônia tornou-se uma das obras mais lidas nos tempos do Império.
Autor: Luiz Antonio Giraldi.
Editora: Sociedade Bíblica do Brasil - SBB. (Brasil).
Páginas: 365.

Livro: O Brazil Pentecostal - Uma Análise da História.
Autor: Carlos Boaventura.
Editora: Nova Jerusalém. (Brasil).
Páginas: 187.

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Madame Guyon

BIOGRAFIA CRISTÃ Nº 4: Jeanne Marie Bouvier de La Motte (1648-1717), também conhecida como Madame Guyon, foi uma francesa da classe elitista; Católica-Mística; e defensora do Quietismo. Os seus escritos influenciaram diversos líderes do Protestantismo, solidificaram o Movimento Vida Interior, e contribuíram com o Movimento Restauração do Senhor.
"Eu [Jesus] Sou a videira, e vocês são os ramos. Quem está unido Comigo e Eu com ele, esse dá muito fruto porque sem Mim vocês não podem fazer nada." (João 15:5, NTLH, SBB).
"Ora, vocês são o Corpo de Cristo, e cada um de vocês, individualmente, é membro desse corpo. Assim, na igreja, Deus estabeleceu primeiramente apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, mestres; depois os que realizam milagres, os que têm dons de curar, os que têm dom de prestar ajuda, os que têm dons de administração e os que falam diversas línguas. São todos apóstolos? São todos profetas? São todos mestres? Têm todos dons de curar? Falam todos em línguas? Todos interpretam? / Entretanto, busquem com dedicação os melhores dons. Passo agora a mostrar-lhes um caminho ainda mais excelente." (1ª Coríntios 12:27-31, NVI, SBI).
"Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor." (1ª Coríntios 13:13, VRA, SBB).

Madame Guyon
Madame Guyon.
(1648-1717)
Jeanne Marie Bouvier de La Motte nasceu no dia 18 de Abril de 1648, em Montargis, na Província de Orléanais, na França.

A sua família possuía alguma influência na sociedade francesa e o seu pai, Claude Bouvier, era procurador do tribunal de Montargis.

A saúde da pequena Jeanne era frágil, o que impediu o progresso nos estudos. Desta forma, os seus pais que eram muito religiosos, a conduziram para a vida de devoção através de um convento. Nesse período, a jovem leu muitas obras de alguns professores, freiras, e principalmente, do bispo de Genebra, Francisco de Sales (1567-1622), cujas obras são muito conhecidas pela introdução à Vida Devota.

Em 1664, aos 16 anos, Jeanne casou com o Sr. Jacques Guyon (38 anos), um homem muito rico e influente entre os franceses de Montargis. Depois do casamento, Jeanne Marie Bouvier de La Motte ficou conhecida como Madame Guyon.

A união matrimonial findou após 12 anos com a morte de seu esposo. Nesses anos, Guyon enfrentou muitos sofrimentos decorrentes da morte dos seus entes queridos: Mãe; Pai; Irmã; Filhos; e Esposo; além de enfermidades que acometeram a própria vida. Tais circunstâncias colaboraram para a jovem viúva, de 28 anos, buscasse refúgio na espiritualidade em Cristo.

Madame Guyon foi uma das principais defensoras do Quietismo, levantada por Deus num contexto Católico, em pleno século XVII, quando as nuvens da apostasia ainda eram densas, apesar da fresta de luz da Reforma.
O Quietismo foi um movimento místico dentro da Igreja Católica Romana durante o século XVII que acentuava o acesso intuitivo imediato a Deus pela alma passiva, aberta à influência da luz interior.". Fundamentavam sua crença no texto bíblico de Tiago 1:17 "Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes,em quem não pode existir variação ou sombra de mudança.
"Esta reação contra a ideia da racionalização dos dogmas teve precursores como Carlos Borromeo (1538-1584), cardeal e arcebispo de Milão, Ignácio de Loyola da Espanha e Francisco de Sales (1567-1622), da França.". A "Introdução à Vida Devota" (1609) de autoria de Francisco de Sales, poderia ser lida hoje com muito proveito pelos protestantes. No século XVII, estes místicos foram sucedidos pelo movimento dos Quietistas.
Perseguida a cada passo de sua carreira, padeceu maus-tratos, aflições, sofreu abusos e foi presa durante anos pelas maiores autoridades da Igreja Romana. Seu único crime foi amar a Deus; sua culpa foi a suprema devoção e afeição a Cristo. Entretanto, Deus a usou de forma especial para abrir caminho para a restauração da vida interior, da comunhão profunda com Ele, através da oração, da consagração plena, da santificação e do operar da cruz. Seus inspirados escritos, especialmente gerados na prisão, influenciaram a muitos ao redor do mundo e a notáveis líderes, tais como o Arcebispo Fenelon, os Quacres, John Wesley, Zinzendorf, Jessie Penn-Lewis, Andrew Murray e Watchman Nee. Eles foram tão marcados por Deus através dela que muitas das verdades comentadas e vividas por eles tiveram origem, de alguma maneira, no que herdaram de Madame Guyon; em nossos dias, estamos apenas começando a tocar no fluir das águas da verdadeira espiritualidade que Deus fez jorrar através dela.
"Madame Guyon (1648-1717) (...) encareceu a contemplação passiva como objetivo da experiência mística do divino. Francis Fenelon (1651-1715), tutor real, defendeu-a dos ataques de Bossuet, e em sua obra, "A Perfeição Cristã", que tem contribuído para a vida devocional de Protestantes e Católicos, fez uma apresentação positiva do Quietismo.".

Fénelon
François Fénelon.
(1651-1715)
François de Salignac de La Mothe-Fénelon, também conhecido como François Fénelon ou arcebispo Fenelon, foi um teólogo Católico Apostólico Romano, poeta e escritor francês, que manifestou ideias liberais sobre a política e a educação. Suas propostas confrontavam nessa época a Igreja Romana e o Estado. Foi membro da Academia Francesa de Letras.
Na história do mundo foram poucas as pessoas que atingiram o alto grau de espiritualidade alcançado por Madame Guyon. Ela nasceu em uma época corrupta, em uma nação marcada pela decadência; cresceu e criou-se em uma igreja tão devassa quanto o mundo em que estava inserida; foi perseguida a cada passo de sua carreira; andando às cegas em meio a uma devastação e ignorância espiritual, não obstante ela atingiu o auge da preeminência em termos de espiritualidade e devoção cristã.
Madame Guyon
Madame Guyon.
(1648-1717)
"Viveu e morreu dentro da igreja católica; contudo, padeceu tormentos e aflições; foi maltratada, sofreu abusos e foi presa durante anos pelas maiores autoridades daquela igreja [Igreja Católica Romana]."
"Seu único crime foi amar a Deus. Sua suprema devoção e incomensurável ligação com Cristo foram os pretextos usados para justificar as ofensas que sofreu. Exigidos seu dinheiro e seus bens, ela, com alegria, se desfez deles, mesmo sabendo que ficaria pobre, mas de nada adiantou." Continuou sendo perseguida!
"Ela simplesmente gostava de fazer o bem para o próximo, e foi tão cheia do Espírito Santo e do poder de Deus que operou maravilhas em sua época, não deixando de influenciar as gerações seguintes."

Depois que saiu da prisão em Vincennes no ano 1710, viveu mais sete anos, morrendo no dia 09 de Junho de 1717, em Blois, aos 70 anos de idade.


Masmorra
Masmorra.
SUAS PALAVRAS:

"Eu tinha uma satisfação inexprimível e uma alegria no sofrer e no estar na prisão. O confinamento de meu corpo fez-me desfrutar melhor da liberdade de minha mente."
"Nunca tive nenhum ressentimento contra meus perseguidores, embora os conhecesse bem, seu espírito e suas ações. Jesus Cristo e os santos viam seus perseguidores e, ao mesmo tempo, sabiam que não podiam ter poder a não ser que do alto esse poder lhes fosse dado (Jo 19.11)."
"As pedras de minha prisão pareciam, aos meus olhos, semelhantes a rubis; eu as estimava mais do que todo o fulgor ostentoso de um mundo vão. Meu coração estava cheio dessa alegria que Tu concedes àqueles que Te amam, em meio às suas maiores tribulações."
"Em 22 de agosto de 1688 pensou-se que eu estava para sair da prisão, e tudo parecia tender para isso. Porém o Senhor deu-me um sentido de que, longe de estar desejosos de libertar-me, eles só estavam lançando novas armadilhas para arruinar-me com mais eficácia e fazer o padre La Mothe conhecido e estimado pelo rei. No dia mencionado, que era meu aniversário, aos 40 anos de idade, acordei sob uma impressão de Jesus Cristo em agonia, vendo o conselho dos judeus contra Ele. Eu sabia que ninguém, senão Deus, poderia livrar-me da prisão, e eu estava satisfeita por ver que Ele o faria um dia por Sua justa mão, embora não soubesse de que modo."
"Quão estreita é a porta que leva a uma vida em Deus! Quão pequeno é preciso ser para atravessá-la, não sendo outra coisa senão a morte para o 'eu'! Porém quando passamos por ela, que amplitude encontramos!"
"Espero que o que escrevo não seja visto por ninguém que possa ofender-se com isso, ou que não esteja em condição de ver estes assuntos em Deus."
"Nos tempos da lei antiga, houve vários mártires do Senhor que sofreram por afirmar e confiar no verdadeiro Deus. Na igreja primitiva de Cristo, os mártires verteram seu sangue, por manter a verdade de Jesus Cristo crucificado. Agora há mártires do Espírito Santo, que sofrem por sua dependência Dele, por manter Seu reino nas almas e por ser vítimas da vontade divina."
"Tu, ó meu Deus, fizeste comigo como fizeste com Teu servo Jó, devolvendo-me em dobro o que havias tomado e livrando-me de todas as minhas tribulações. Deste-me uma facilidade maravilhosa para satisfazer a todos."
"Deixei-me ser levada para onde quisesse meu Pai celestial, alto ou baixo; tudo era igualmente bom para mim."
"Eu sinceramente omitiria o que estou prestes a escrever se alguma parte disso proviesse de mim, e também pela dificuldade de expressar-me, uma vez que poucas almas são capazes de entender caminhos divinos que são tão pouco conhecidos e tão pouco compreendidos. (...). Eu mesma nunca li nada similar. A expressão nunca se iguala à experiência."
"O diabo não mais exerce seu poder contra sua fé ou crença, mas ataca diretamente o domínio do Espírito Santo, opondo-se ao Seu movimento celestial nas almas e descarregando seu ódio no corpo daqueles cuja mente ele não pode ferir. Ó, Santo Espírito, um Espírito de amor, permite-me estar sempre submissa à Tua vontade, e, como uma folha que se move com o vento, assim permite-me ser movida por Teu divino sopro. Assim como o vento impetuoso rompe tudo o que lhe resiste, rompe Tu a todos os que se opõem ao Teu império."
"Quantas vezes tenho dito, até na amargura de meu coração, que devo ter mais medo de uma repreensão de minha consciência do que do grito e condenação de todos os homens!"
"Enquanto estava presa em Vincennes, (...) passei meu tempo em grande paz, alegre por passar o resto de minha vida ali, se esta fosse a vontade de Deus. Entoava cânticos de alegria, que a serva que me servia aprendeu de memória, tão rápido quanto eu os fazia..."

Witness Lee
Witness Lee.
(1905-1997)
"Muitos de nós lemos a biografia de Madame Guyon. Pelo relato de sua vida, vemos que ela era alguém firme na sua consagração, e que progredia continuamente. Consequentemente, podemos distinguir de modo claro os cinco pontos da consagração manifestados nela, quando já era de idade avançada. A base da consagração era firme como uma rocha. Sempre que havia uma questão entre ela e o Senhor, havia uma rocha sob seus pés, sobre a qual ela se apoiava continuamente. Ela dizia ao Senhor: ‘Senhor, Tu me compraste!’. A motivação da consagração era simplesmente como a poderosa força de torrentes de águas; portanto, a consagração continuava doce e absoluta. Na autobiografia, ela sempre mencionava que renovava seus votos matrimoniais com o Senhor. Isso mostra que em seu ser interior, ela era constantemente tocada e constrangida pelo amor do Senhor, pois um voto matrimonial é a expressão mais elevada do amor. Do ponto de vista humano, o caminho que ela percorreu foi de muito sofrimento, mas para ela, sobremodo doce. Por causa do amor do Senhor, seu sofrimento foi transformado em dulçor. O significado da consagração era inclusive mais claro. Embora estivesse, às vezes, em casa servindo o marido e cuidando do filho, era alguém que realmente permanecia nas mãos do Senhor. Estava disposta a abrir mão de tudo e colocar-se inteiramente nas mãos de Deus. Ela Lhe dizia: ‘Ó Deus, se quiseres usar-me, golpear-me, espremer-me ou moldar-me, quero estar à Tua disposição. Não estou em minhas próprias mãos; entreguei-me a Ti’. Esse ponto particular é especialmente claro em Madame Guyon. O propósito da sua consagração não era de modo nenhum confuso. Ela realmente era alguém que pela consagração deixou Deus trabalhar nela, esculpi-la, quebrantá-la e espremê-la. Sua função, portanto, foi expressa de maneira muito plena, brilhando como o sol ao meio-dia. Consideramos que, nos últimos três séculos, ela proporcionou mais vida aos santos [crentes] do que qualquer outra pessoa. Por ter deixado Deus trabalhar nela ao máximo, ela tinha o máximo para ministrar às pessoas. Embora tenha morrido, ainda hoje recebemos ajuda por intermédio de sua experiência. Finalmente, o resultado da sua consagração faz-nos adorar ainda mais a Deus. Ela não teve nenhum sucesso no mundo, nem havia na sua obra espiritual alguma expectativa futura. Ela podia dizer que era simplesmente um monte de cinzas; tudo tinha acabado. Por outro lado, no universo, diante de Deus, está sempre produzindo um aroma agradável para Sua satisfação e alegria do Seu povo. A experiência da consagração realmente alcançou nela a plena maturidade.Witness Lee.

Sua vida e obra são maravilhosos, seu ministério é riquíssimo. Considerando que homens como o Arcebispo Fenelon, John WesleyZinzendorfJessie Penn-LewisAndrew Murray e Watchman Nee leram sua autobiografia, bem como seus escritos, quanto mais nós! Se você prezado leitor considera-se superior aos exemplos citados, tudo bem! Mas, se você é humilde de coração e deseja crescimento em vida espiritual perante Deus, então sugestionamos a leitura de seus livros.


FONTE:

Livro: Autobiografia de Madame Guyon.
Editora: Dos Clássicos. (Brasil).
Páginas: 426.

Livro: Experimentado as Profundezas de Jesus Cristo através da Oração.
Autor: Madame Guyon.
Editora: Dos Clássicos. (Brasil).
Páginas: 142.

Livro: O Cristianismo através dos Séculos - Uma História da Igreja Cristã.
Autor: Earle E. Cairns.
Editora: Vida Nova. (Brasil).
Páginas: 508.

Livro: A Experiência de Vida.
Autor: Witness Lee.
Editora: Árvore da Vida. (Brasil).
Páginas: 360.

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